
Internautas perguntam: Manaus tem trânsito ou arena? A pergunta é retórica. Por aqui, o volante virou extensão do ego e a seta é artigo de museu. Ninguém respeita ninguém, leis são peças de ficção científica e a rua virou palco para brigas, ameaças e vídeos virais.
Na segunda-feira (26), um episódio envolvendo motorista e cobrador de ônibus alternativo foi só mais um capítulo dessa novela insana, onde cada manobra é um desafio à vida e cada cruzamento parece roleta-russa.
Direção defensiva? Só se for defesa pessoal. Fiscalização? Dizem que existiu um dia. Em Manaus, no trânsito, vale tudo. Só o bom senso não vale nada.
Estado e Prefeitura viram réus

O Ministério Público Federal perdeu a paciência e decidiu judicializar o que o poder público empurrou com a barriga por anos.
A crise humanitária dos indígenas Warao, em Manaus, virou ação civil pública contra o Estado do Amazonas e a Prefeitura.
O MPF aponta omissões graves em saúde, assistência social, saneamento e alimentação, responsabilizando diretamente os entes públicos por mortes evitáveis de crianças indígenas.
Subindo o tom e exigindo resposta
Além da ação judicial, o MPF pediu liminar urgente: quer levantamento nutricional imediato, busca ativa das famílias Warao e ações concretas para evitar novas mortes.
Também entrou no pacote um pedido de indenização de R$ 300 mil por danos morais coletivos, dinheiro que deverá ser revertido em políticas públicas em benefício dos indígenas.
Robô do açaí muda o jogo

Uma nova tecnologia resolveu meter o pé na lama da floresta. O Açaíbot, robô desenvolvido no Pará, promete multiplicar por até quatro vezes a renda dos peconheiros e reduzir drasticamente os riscos da atividade.
De 100 quilos por dia para até uma tonelada. De R$ 600 para R$ 3 mil. Tudo isso sem precisar escalar palmeira de dez metros, uma das atividades mais perigosas do mundo segundo a OIT.
Renda mais robusta

Além de produtividade, o Açaíbot traz inclusão. Simples de operar, permite que pessoas que nunca poderiam subir em uma palmeira participem da colheita.
Com apoio do Pronaf e interesse do Governo Federal, a robótica mostra que inovação e floresta não são inimigas, podendo andar juntas, gerando renda, segurança e sustentabilidade.
Vírus Nipah sem cura

O vírus Nipah voltou a assustar após novos casos na Índia. Sem vacina e sem tratamento específico, ele é considerado prioridade máxima pela OMS.
Transmitido por morcegos frugívoros, alimentos contaminados ou contato humano, o Nipah pode causar encefalite grave, convulsões e pneumonia, com alta taxa de letalidade.
Por enquanto, o risco está restrito à Ásia, mas a combinação de letalidade, dificuldade de diagnóstico e ausência de cura mantém o alerta global aceso.
Gigantes da tecnologia em julgamento

Meta, TikTok e YouTube enfrentam um julgamento histórico nos Estados Unidos, acusadas de viciar crianças e adolescentes e alimentar uma crise de saúde mental.
O caso envolve uma jovem de 19 anos que afirma ter desenvolvido depressão e pensamentos suicidas após uso intenso das plataformas, ainda na adolescência. É a primeira vez que essas empresas se defendem em tribunal por danos diretos à saúde mental.
Precedente mundial aberto
Se o júri entender que o design das plataformas foi negligente e causou danos reais, cai por terra uma das maiores proteções jurídicas das big techs.
Uma condenação abriria brecha para milhares de outros processos e pode levar o tema até a Suprema Corte. Pela primeira vez, o algoritmo pode ter que explicar seus efeitos fora das telas — diante de um juiz.










