
O fortalecimento do mercado de tecnologia voltado para a sustentabilidade ganhou um novo capítulo na capital amazonense. A Incubadora InBioTa e o Centro de Inovação Tecnológica Moinho, estruturas mantidas pela Universidade Nilton Lins, receberam a comitiva da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (ANPROTEC). A comitiva realizou uma visita técnica detalhada ao campus para conhecer de perto os laboratórios e as linhas de pesquisa voltadas para o desenvolvimento de novos negócios baseados nos recursos naturais da floresta.
A entidade nacional funciona desde 1987 como a principal articulação do setor no país, reunindo centenas de parques tecnológicos, incubadoras e aceleradoras brasileiras. A vinda dos representantes até Manaus busca estreitar laços com os pesquisadores locais, avaliando como a estrutura acadêmica da região consegue transformar o conhecimento científico em produtos comerciais competitivos e ambientalmente corretos.
Estrutura de ponta
Durante a atividade de intercâmbio, os gestores vindos de diferentes estados brasileiros percorreram os ambientes dedicados à economia criativa. O roteiro incluiu reuniões de trabalho com empreendedores locais e a verificação dos equipamentos utilizados no suporte diário das empresas iniciantes.
As instalações universitárias foram desenhadas para dar suporte completo aos projetos em suas fases de maturação mais complexas.
- Suporte operacional: Espaços integrados para o funcionamento de startups que já atuam no mercado regional de bioeconomia.
- Pesquisa aplicada: Laboratórios modernos equipados para testes de viabilidade técnica de insumos extraídos da floresta.
- Articulação regional: Rodadas de conversas iniciais com representantes de Roraima e Minas Gerais para a formatação de convênios de cooperação mútua.
Inovação com respeito
A coordenação dos programas de inovação da instituição destaca que o avanço tecnológico na Amazônia possui características únicas, exigindo uma sensibilidade social diferenciada dos empreendedores.
“Estamos evoluindo no Amazonas, buscando sempre a inovação, excelência, respeitando a floresta e os povos tradicionais” afirmou Zamith Filho, coordenador da InBioTa e gestor do Moinho.
O executivo pontua que o interesse de outros estados nas metodologias desenvolvidas em Manaus comprova o acerto da estratégia de unir desenvolvimento de patentes à preservação florestal.
Potencial nacional
A qualidade dos laboratórios instalados no campus manauara chamou a atenção de lideranças de polos consolidados de tecnologia do sul do país. Representantes da Pulsar, incubadora que integra o Parque de Inovação, Ciência e Tecnologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, apontaram que o Amazonas detém vantagens competitivas valiosas.
Conforme Jeanne Mainardi, integrante da comitiva gaúcha, o entrave burocrático para registrar patentes afeta o país inteiro, mas a riqueza biológica do norte funciona como um diferencial de peso. Sob sua ótica, o complexo instalado no Moinho possui as ferramentas ideais para despontar como um centro de referência para todo o Brasil.
Ativos ambientais
A leitura sobre o mercado local foi reforçada por especialistas vindos de outras regiões de fronteira agrícola e biológica, como o Centro-Oeste. Fabiano Pereira, porta-voz da incubadora da Faculdade Dom Bosco, de Mato Grosso do Sul, traçou paralelos sobre a atuação de redes de inovação em diferentes biomas.
O técnico ressaltou que, enquanto o seu estado de origem lida com a transição de três biomas, o Amazonas possui a floresta inteira como área de pesquisa ativa. O uso desse patrimônio associado aos saberes tradicionais das comunidades ribeirinhas e indígenas surge como a chave para transpor barreiras logísticas e posicionar o estado na liderança da bioeconomia continental.
Press Comunicação Estratégica










