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Transição de La Niña para El Niño coloca Amazonas em estado de atenção

Foto: Ayrton Lopes/Fapeam

O monitoramento climático e a prevenção de impactos no Amazonas ganharam um novo reforço técnico nesta terça-feira (3/3). O Comitê Técnico-Científico do Governo do Amazonas (CTC/AM) realizou sua 13ª Reunião Ordinária na sede da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), na zona centro-sul de Manaus. O encontro reuniu especialistas para avaliar o cenário das chuvas, a subida dos rios e as projeções estratégicas para os próximos meses.

Rede científica

A diretora-presidente da Fapeam e coordenadora do (CTC/AM), Márcia Perales Mendes Silva, destacou que o grupo funciona como uma rede colaborativa de profissionais experientes.

“O CTC/AM é uma rede colaborativa que vem atuando de forma bastante precisa. Seus comitentes são profissionais e pesquisadores que acumulam conhecimento, experiência e compromisso”, ressaltou Márcia Perales Mendes Silva.

O órgão assessora diretamente o Comitê de Enfrentamento à Estiagem e Eventos Climáticos e Ambientais do estado.

Transição climática

O professor Francis Wagner Silva Correia, coordenador do Laboratório de Modelagem do Sistema Climático Terrestre (Labclim) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), apresentou dados sobre a transição do fenômeno La Niña para o El Niño, prevista para julho de 2026.

“É de fundamental importância essas informações do prognóstico hidrológico e climático para que o comitê possa orientar os gestores e tomadores de decisão”, explicou o doutor Francis Correia.

Dados pluviométricos

O relatório do (Labclim) detalhou o comportamento das chuvas no estado nos últimos meses.

  • Dezembro de 2025: registrou chuvas 10% acima da média histórica.
  • Janeiro de 2026: o índice ficou 10,5% superior ao normal.
  • Fevereiro de 2026: houve uma redução de 7,4% no volume.
  • Tendência: volumes elevados de chuvas devem se manter em março e abril sob influência da La Niña.

Cota em Manaus

A projeção indica uma cheia acentuada em Manaus, porém dentro da normalidade histórica. A estimativa é que o Rio Negro atinja 29,50 metros em julho. Como comparação, o recorde de maior cheia registrado em 2021 foi de 30,2 metros. O monitoramento contínuo permite que o governo organize ações preventivas e de resposta de forma coordenada antes do pico das águas.

Interior do estado

O tenente Charlis Barroso da Rocha, da Defesa Civil do Estado, apresentou o monitoramento meteorológico e hidrológico de calhas específicas. Em Boca do Acre (1.028 quilômetros de Manaus), 26.460 pessoas foram afetadas, com cota prevista de 19,56 metros. Já em Eirunepé (1.160 quilômetros da capital), 8.045 pessoas foram impactadas, com o rio em 16,89 metros, próximo da máxima histórica de 17,32 metros registrada em 2021.

Fique por dentro

O CTC/AM, criado pelo Decreto nº 49.766 de julho de 2024, já elaborou cinco pareceres técnicos com 97 recomendações, todas acatadas pelo comitê gestor. Essa estrutura garante que o Amazonas tenha um sistema de alertas eficiente, permitindo que a Defesa Civil do Estado se antecipe aos problemas. O cidadão deve acompanhar os comunicados oficiais e evitar o descarte de resíduos em igarapés, contribuindo para minimizar os impactos das cheias nas áreas urbanas e rurais.

Fonte: https://www.agenciaamazonas.am.gov.br/noticias/comite-tecnico-cientifico-do-governo-do-amazonas-debate-cenario-das-chuvas-e-alerta-para-possivel-el-nino-em-2026/

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