
A educação pública em Manaus viveu um momento de intensa vibração artística nesta quinta-feira, 7 de maio. O Centro Municipal de Arte-Educação (CMAE) Aníbal Beça abriu suas portas para receber o grupo Wind Symphony, vindo da Brigham Young University (BYU), dos Estados Unidos.
O encontro promoveu uma troca de experiências que vai muito além de uma simples apresentação no palco, conectando jovens talentos da Amazônia com instrumentistas de alto nível técnico do cenário internacional.
Mais do que um espetáculo, o evento funcionou como um laboratório prático. Os 50 músicos norte-americanos compartilharam orientações técnicas e vivências de palco com os estudantes e professores da rede municipal.
Essa integração é fundamental para quebrar barreiras culturais e mostrar aos alunos que a música instrumental é uma linguagem universal capaz de abrir portas para carreiras globais.
Sinfonia internacional
O workshop integra a turnê brasileira do grupo, que percorre várias regiões entre abril e maio. A escolha de Manaus como uma das paradas estratégicas reforça a importância dos centros de formação local, como o Aníbal Beça e o Nelson Neto. Para os estudantes, ter contato com metodologias de ensino estrangeiras serve como um combustível para a criatividade e para o aperfeiçoamento das habilidades técnicas em instrumentos de sopro e percussão.
Anézio Mar, diretor do Departamento de Gestão Educacional (DEGE) da Secretaria Municipal de Educação (SEMED), ressaltou que o propósito da rede é justamente desenvolver diferentes habilidades. Ele acredita que a participação de um grupo reconhecido mundialmente contribui diretamente para o amadurecimento artístico dos professores e dos alunos, fortalecendo o trabalho que já vem sendo realizado nos centros de arte da cidade.

Aprendizado prático
A iniciativa busca fortalecer o diálogo entre a música erudita internacional e a rica regionalidade amazônica. Para entender os impactos desse intercâmbio na formação dos jovens, é importante observar os pilares que sustentam esse projeto educativo.
- Interação técnica: os alunos tiveram acesso direto aos instrumentistas para tirar dúvidas sobre postura e execução.
- Diversidade de repertório as apresentações incluíram sonoridades que transportam o público para diferentes culturas e paisagens.
- Motivação estudantil: a presença de músicos universitários serve de espelho para os jovens da rede pública que buscam o profissionalismo.
- Fortalecimento institucional centros como o Aníbal Beça ganham visibilidade e validam seus modelos de ensino artístico.
- Visão global: o contato com o maestro Shawn Smith proporcionou uma nova perspectiva sobre a regência e o trabalho em conjunto.
Sonhos reais
O impacto humano dessa visita é visível no depoimento de quem vive a música no dia a dia. Lohanny Grazielly Reis, de 15 anos, participa do projeto “Curumim na Lata” e vê na música uma forma de expressão profunda. Ela contou que aprendeu o básico com o pai, mas que o convívio com a banda e o ensino técnico no centro de arte ampliaram seus horizontes.
“Meu sonho é que as pessoas possam ouvir a minha voz e conhecer a nossa banda”, afirmou a jovem, evidenciando o poder transformador da arte.
O maestro Shawn Smith demonstrou entusiasmo com a primeira visita a Manaus, destacando a gastronomia e a receptividade do povo manauara. Para ele, essa vivência é inesquecível tanto para os brasileiros quanto para seus alunos norte-americanos. A expectativa é que esse diálogo continue gerando frutos, incentivando a formação de novos talentos e consolidando Manaus como um polo de intercâmbio cultural e educativo de relevância internacional.
ASCOM: Jorgiane Castinares/Semed










