
A recente operação militar que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei não é apenas mais um capítulo dos conflitos internacionais. Este acontecimento representa uma ruptura histórica que lança o futuro da República Islâmica em total incerteza e levanta sérios questionamentos sobre a estabilidade de toda a região. A ação coordenada altera o equilíbrio de poder e exige uma análise profunda sobre os próximos passos das nações envolvidas.
O ataque decisivo
Na manhã de sábado (28/2) a capital iraniana foi alvo de uma ofensiva conjunta realizada pelos Estados Unidos (EUA) e por Israel. A televisão estatal iraniana e a agência de notícias do país confirmaram a morte do líder de 86 anos na madrugada deste domingo (1º/3).
A confirmação oficial encerrou as horas de especulação e as negações iniciais feitas pela própria mídia estatal e pelo ministro das Relações Exteriores Abbas Araghchi que havia afirmado que o líder estava vivo afirmando a frase “até onde sabia”.
Eles chegaram a declarar que o aiatolá permanecia firmemente no comando após os primeiros ataques atingirem áreas próximas aos seus escritórios.
O primeiro-ministro de Israel Benjamin Netanyahu teve acesso a uma fotografia do corpo recuperado dos escombros da residência segundo informações divulgadas pelo Canal 12 e confirmadas por um alto funcionário israelense.
Sobre a operação o líder israelense declarou “Esta manhã, num poderoso ataque surpresa, o complexo do tirano Ali Khamenei foi destruído no coração de Teerã e há muitos sinais de que este tirano já não está vivo”.
Reações e declarações

O presidente Donald Trump utilizou a rede social Truth Social para anunciar o fato na noite de sábado. Em sua publicação o líder americano afirmou “Khamenei, uma das pessoas mais maléficas da história, morreu”.
Ele também destacou que os iranianos possuem agora a maior oportunidade para recuperar o seu país.
Durante entrevistas concedidas a emissoras americanas Trump detalhou a visão de Washington sobre o ataque. Para a emissora (ABC) ele revelou “Não sabemos tudo, mas uma grande parte dos principais líderes foi embora”.
Já em conversa com a (NBC) ao ser questionado sobre a sucessão no país ele adotou um tom irônico e disse “Não sei, mas em algum momento vão me telefonar para perguntar quem eu gostaria de ter”.
Baixas confirmadas
A operação militar não atingiu apenas o líder máximo do país. O exército de Israel confirmou a eliminação de outras figuras centrais do regime em um golpe profundo na estrutura militar iraniana.
- Liderança militar: o general Mohammad Pakpour líder da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) está entre os mortos
- Anúncio oficial: o porta-voz das forças armadas israelenses o brigadeiro-general Effie Defrin confirmou as sete mortes em um pronunciamento na televisão com a exibição de fotografias
- Impacto estrutural: o Conselho dos Guardas da Revolução que é considerado o pilar militar do regime e alvo de sanções da União Europeia (UE) e de Washington respondia diretamente ao comandante-em-chefe
Caos e comemorações

As reações dentro e fora do território iraniano evidenciam a profunda divisão causada por décadas de um regime rigoroso. Enquanto a mídia estatal anunciava 40 dias de luto público e sete dias de feriado a população dividia os sentimentos. Em algumas áreas de Teerã moradores saíram às janelas para aplaudir e tocar música de comemoração por volta das 23 horas locais. Em contraste multidões se reuniram na cidade de Mashhad e muçulmanos xiitas na Índia choraram a perda do aiatolá.
A resposta militar de Teerã foi imediata. Uma chuva de mísseis foi disparada contra diversas cidades do Oriente Médio. Drones atingiram alvos civis no Bahrein e nos Emirados Árabes Unidos (EAU) forçando os residentes a buscarem abrigo durante a noite.
História e poder
A trajetória do líder supremo se confunde com a própria história recente da nação. Ele assumiu o posto máximo em 1989 após a morte de Ruhollah Khomeini que foi o fundador do regime islâmico. Antes disso ele teve um papel fundamental no movimento de 1979 que derrubou o xá Mohammad Reza Pahlavi.
Com a autoridade final sobre todas as questões políticas e religiosas ele recentemente comandou a dura repressão contra as manifestações populares no país. Além disso mantinha uma postura desafiadora afirmando que o país estava pronto para retaliar qualquer agressão americana.
Ameaças e retaliações
O clima de tensão atingiu níveis sem precedentes. No domingo o presidente do parlamento iraniano Mohammad Bagher Qalibaf se tornou o mais alto funcionário a aparecer publicamente e discursou na televisão. Ele classificou os líderes americanos e israelenses como “criminosos imundos” e prometeu vingança afirmando “Vamos desferir golpes tão devastadores que vocês mesmos serão levados a implorar”.
Em resposta a essas ameaças o presidente americano alertou sobre as consequências de uma escalada no conflito. No Truth Social ele escreveu “O Irã acabou de declarar que vai atacar com muita força hoje, mais do que alguma vez atacou”.
Ele também garantiu que os bombardeamentos pesados e precisos continuarão durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário.
Esta é a segunda vez em oito meses que a atual administração americana lança ataques contra o país durante as negociações sobre o “programa nuclear” de Teerã. Com a ausência de um sucessor publicamente identificado o vácuo de poder deixa o mundo em alerta máximo para os desdobramentos desta crise histórica.
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Acompanhar as atualizações sobre o cenário geopolítico no Oriente Médio é fundamental para entender os impactos econômicos e diplomáticos que afetam o mundo inteiro. A instabilidade na região costuma influenciar diretamente os mercados globais e as políticas de segurança internacional.
Fonte: https://pt.euronews.com/2026/03/01/irao-confirma-morte-do-ayatollah-ali-khamenei








