
A apresentadora do reality show A Fazenda 18, da Record, Adriane Galisteu, fez uma avaliação sincera sobre o comportamento dos participantes do programa nesta segunda-feira, 26/10. Durante um bate-papo com o apresentador Dudu Camargo no canal Link TV, a comandante da atração rural criticou a falta de leveza dos peões nas primeiras seis semanas de convivência. Para a comunicadora, o clima tenso dentro do confinamento não é um fato isolado, mas reflete o momento atual do próprio país.
Adriane Galisteu argumentou que a atração funciona como um espelho da sociedade brasileira durante um ano atípico. A apresentadora pontuou que o público e os concorrentes perderam a capacidade de se divertir no dia a dia.
“Falta humor, eles não conseguem se divertir e levam tudo muito a sério”, afirmou a comandante do programa ao analisar o comportamento do elenco.
A comunicadora sustentou que a convivência no jogo acompanha o estado de espírito dos cidadãos fora da televisão.
“Reflete cem por cento a nossa sociedade. O Brasil está vivendo isto. Não é o reality que está chato, é o Brasil que está chato”, explicou Adriane Galisteu sobre a rotina da atração.
Divisão e ano atípico
A comandante do programa rural relacionou o ambiente carregado na televisão aos acontecimentos marcantes que mexeram com o comportamento dos brasileiros ao longo do ano.
- A frustração popular com a derrota da Seleção Brasileira na Copa do Mundo afetou o ânimo geral da população.
- A polarização no ano de eleição deixou metade do país feliz e a outra metade insatisfeita.
- A falta de paciência entre as pessoas fez desaparecer o respeito por opiniões diferentes na rotina diária.
“A gente não tá mais achando graça de quem pensa diferente da gente. A gente não respeita quem pensa diferente. É um ano atípico. A gente perdeu a Copa. É ano de eleição e metade do país tá feliz, outra metade não tá. A gente tá vivendo essa chatice. E lá nós temos exemplares de como a gente tá”, desabafou Adriane Galisteu.
Espelho da rotina diária
O desabafo de Adriane Galisteu expõe a dificuldade dos programas de entretenimento em criar leveza quando o público e os participantes vivem sob constante estresse social. A análise da apresentadora mostra que o confinamento rural virou um retrato fiel das divisões e da falta de humor que afetam o convívio entre os brasileiros.










