
O atendimento prestado aos moradores dos territórios tradicionais exige cuidados que ultrapassam a rotina médica convencional. O Distrito Sanitário Especial Indígena Parintins (DSEI PIN) realizou uma série de atividades dedicadas ao “Setembro Verde”, período voltado para a conscientização sobre a inclusão da pessoa indígena com deficiência. As ações focaram na importância da acessibilidade, do respeito e da construção de uma sociedade estruturada na igualdade de oportunidades para todos.
No dia 21 de setembro, a Casa de Apoio à Saúde Indígena Parintins (CASAI PIN) promoveu uma mobilização para trazer essa discussão para a realidade dos povos da floresta. O encontro buscou entender como a questão da deficiência se conecta com aspectos sociais, culturais e territoriais da região, revelando dificuldades cotidianas e formas locais de cuidado e resistência.
A iniciativa ocorreu por meio do “Programa do Serviço Social” e do “Programa da Pessoa Indígena com Deficiência”. Uma parceria entre a instituição pública e o Rotary Club garantiu a entrega de cadeiras de rodas diretamente nas áreas aldeadas, levando autonomia e dignidade aos moradores atendidos. A equipe do DSEI Parintins declarou que abraça a causa com carinho, respeito e compromisso inclusivo.
Mobilização em Maués
No dia seguinte, em 22 de setembro, a CASAI Maués conduziu atividades alusivas à mesma campanha. A programação levou informações para pacientes, acompanhantes e profissionais da saúde, abrindo espaço para a reflexão coletiva sobre a importância da inclusão social, da acessibilidade, da autonomia e do respeito às diferenças.
Direitos e cultura
Durante as conversas, as equipes abordaram os direitos garantidos por lei às pessoas com deficiência e a necessidade de combater atitudes preconceituosas e barreiras que impedem a participação comunitária. No contexto da saúde indígena, garantir a inclusão exige considerar as especificidades linguísticas, culturais e sociais de cada etnia, assegurando um atendimento acolhedor e adequado às necessidades de cada indivíduo.
Desafios da acessibilidade
O trabalho realizado nas duas unidades demonstra que a garantia de direitos precisa ser tratada como prioridade contínua nos serviços prestados às populações tradicionais.
- A entrega de equipamentos reduz o isolamento de pessoas com mobilidade reduzida nas aldeias.
- A difusão de informações ajuda a combater o preconceito dentro e fora das comunidades.
- O respeito às especificidades linguísticas melhora o diálogo entre pacientes e profissionais.
As iniciativas reforçam o compromisso do DSEI Parintins com a promoção da cidadania e a garantia de direitos, mantendo a inclusão social como uma diretriz permanente em todas as unidades do distrito.
Fonte: ASCOM | Niash dos Anjos/ DSEI Parintins










