
A Associação Brasileira das Mulheres da Carreira Jurídica no Amazonas (ABMCJ/AM) deu início a um novo ciclo administrativo com a posse de sua diretoria para o triênio que compreende os anos de 2026 a 2029.
A cerimônia solene ocorreu na última sexta-feira (17 de abril de 2026) no auditório do Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE/AM). A juíza Lídia de Abreu Carvalho Frota foi empossada como a nova presidente da entidade, assumindo a missão de liderar as ações da organização nos próximos anos.
A ABMCJ atua como uma organização não governamental de âmbito nacional desde sua fundação em 1985. O foco central da entidade é promover o estudo crítico do Direito e realizar ações estratégicas para o empoderamento das mulheres que atuam no sistema de Justiça.
A luta pela igualdade de gênero e o suporte ao desenvolvimento humano das profissionais da área são as bases que sustentam o trabalho da instituição.
O papel da mulher nas carreiras jurídicas
Durante seu discurso de posse, a presidente Lídia de Abreu resgatou a trajetória das conquistas femininas para justificar a importância da manutenção de uma entidade específica para juristas. Ela pontuou que os movimentos históricos buscaram equidade e não a sobreposição de gêneros.
“A onda feminista nunca almejou suplantar os homens. Ela quer garantir que nós mulheres tenhamos os mesmos direitos enquanto seres humanos plenos. Isso contribuiu para a conquista do sufrágio, da igualdade no trabalho e o acesso a educação. Tudo isso nos possibilitou chegar às carreiras jurídicas, nos tornando as operadoras do Direito que somos hoje”, ressaltou Lídia de Abreu.
Desafios e combate às desigualdades
A juíza Eunice Torres, que agora integra a Comissão Especial da ABMCJ/AM, reforçou que a ascensão profissional das mulheres nas últimas décadas é notável, mas ainda esbarra em obstáculos estruturais que precisam de atenção constante das operadoras do Direito.
“Nossa entidade, por contar com mulheres com amplo conhecimento jurídico, tem papel essencial no combate ao feminicídio, no aumento de representantes do sexo feminino em cargos de liderança, na política e em espaços de poder, na defesa de salários iguais para os que desempenham as mesma funções independente do gênero”, pontuou a juíza Eunice Torres.

Composição completa da nova diretoria
A nova gestão conta com um grupo diverso de profissionais que representam diferentes esferas do sistema jurídico amazonense. A estrutura administrativa ficou definida com os seguintes nomes para o triênio 2026/2029
- Presidência exercida por Lídia de Abreu Carvalho Frota.
- Vice-presidência ocupada por Mirza Telma de Oliveira Cunha.
- Secretaria sob responsabilidade de Laura Maria Santiago Lucas e Amanda Guimarães Praia como adjunta.
- Tesouraria conduzida por Elcilene Silva da Rocha com Denilza Maria Bezerra Pessoa como adjunta.
- Conselho Deliberativo formado por Francisca Rita Alencar Albuquerque e Onilza Abreu Gerth.
- Conselho Fiscal composto por Lúcia Maria Correa Viana, Anabel Vitória Pereira Mendonça de Souza e Sulamita Augusta da Silva.
- Suplentes sendo Gisele Falcone Medina, Maria de Fátima Loureiro e Ângela Maria Gonçalves Segadilha.
A Comissão Especial reúne nomes de grande relevância como Adriana Magalhães Iannuzzi, Aldenize Magalhães Aufieiro, Cynthia Rocha Mendonça, Etelvina Lobo Braga, Ieda Pereira Marques, Maria Creuza Costa Seixas, Maria do Carmo Seffair Lins Albuquerque, Maria Eunice Torres Nascimento, Maria Jacqueline Coelho Pinheiro, Omara de Oliveira Gusmão, Roseane do Vale Cavalcante Jacinto, Yacy Souza Derzi e Yomara Jesuina Lins Rodrigues.
Lançamento de obra
O evento também foi marcado pelo lançamento do livro intitulado “Carreiras Jurídicas: Reflexões, Desafios e Vivências Amazônicas”. A obra é uma coletânea organizada pela advogada Gláucia Barbosa Soares e reúne artigos que conectam a prática do Direito às particularidades da região Norte. O livro é fruto da produção intelectual de membros da ABMCJ e reforça o protagonismo feminino na produção acadêmica e profissional.
Um dos pontos altos da publicação é o artigo escrito pela advogada especialista em Direito Eleitoral, Vanessa Zogahib.
No texto chamado “A Justiça Eleitoral e os Desafios Contemporâneos na Amazônia”, a autora analisa questões urgentes sobre o processo democrático e as dificuldades específicas da atuação da Justiça Eleitoral em um território vasto e complexo como o Amazonas.
A obra consolida a visão de que o conhecimento jurídico deve estar alinhado às necessidades regionais para ser verdadeiramente efetivo.
ASCOM: Shirley Assis










