
O mercado financeiro digital viveu mais um dia de alerta e reflexão para quem investe em moedas virtuais. Na sexta-feira, 6/11, o Mercado Pago suspendeu temporariamente as transferências de criptomoedas em sua plataforma.
O aviso oficial passou a ser exibido diretamente na seção dedicada ao gerenciamento de cripto dentro do aplicativo, informando os usuários sobre a paralisação do recurso.
A instituição, que atua como o serviço de pagamentos do grupo Mercado Livre, possui uma área específica para compra, venda e gestão de ativos digitais. Em comunicado público, a empresa atribuiu a paralisação a instabilidades no sistema e garantiu que já trabalha para resolver o problema.
O texto esclareceu que o transtorno nas transferências de criptoativos decorreu de um incidente sofrido por um fornecedor externo responsável pelo monitoramento de risco e prevenção à lavagem de dinheiro.
Como medida de proteção, a plataforma bloqueou preventivamente parte das transferências direcionadas a carteiras externas.
As operações de compra e venda de ativos continuam operando normalmente, os recursos dos clientes seguem preservados e os depósitos recebidos no período serão creditados de forma automática assim que o serviço for restabelecido.
Trava no Nubank
A instabilidade também atingiu outra gigante do setor financeiro digital. Na mesma sexta-feira, 6 de novembro de 2026, o Nubank suspendeu os serviços de saques e depósitos de criptomoedas em sua plataforma. A fintech atribuiu o congelamento das movimentações a uma instabilidade ocorrida em um fornecedor externo de dados, assegurando ao público que o caso não compromete a segurança dos clientes.
Ataques em corretoras
Essas paralisações operacionais no Brasil acontecem em um momento delicado, logo após uma onda de ataques hackers contra grandes corretoras de criptomoedas no exterior e no mercado nacional. No final de outubro de 2026, invasores virtuais roubaram mais de US$ 6 bilhões em ativos em uma única plataforma, estabelecendo o novo recorde de maior assalto desse tipo já registrado na história.
A Binance, considerada a maior corretora de criptomoedas do mundo, revelou que investigações preliminares indicaram que o ataque ocorreu por meio do notebook de um engenheiro, o que permitiu o acesso indevido às carteiras digitais.
A invasão acabou atribuída à Coreia do Norte, embora o país tenha negado qualquer envolvimento no episódio.
Para resguardar os usuários, a empresa se comprometeu a cobrir as perdas dos clientes utilizando recursos próprios e um fundo emergencial de ativos, retomando os saques de maneira gradual a partir de 1º de novembro de 2026.
Poucos dias depois, no dia 2 de novembro de 2026, a corretora brasileira Mercado Bitcoin também comunicou um incidente de segurança por meio de uma publicação no X, antigo Twitter.
A empresa informou que bloqueou preventivamente US$ 11,2 milhões em ativos e garantiu que o ocorrido não gerou prejuízos aos clientes e nem provocou vazamento de dados. Como medida de precaução, o Mercado Bitcoin também suspendeu temporariamente os depósitos e saques.
Medidas de proteção
A sequência de episódios envolvendo provedores de tecnologia e ataques cibernéticos acende um sinal de alerta sobre a fragilidade da infraestrutura que sustenta as moedas digitais.
- Mercado Pago paralisa envios para carteiras externas após falha em fornecedor de monitoramento de risco e lavagem de dinheiro
- Nubank congela saques e depósitos de criptoativos devido a problemas em provedor externo de dados
- Binance enfrenta ataque recorde de US$ 6 bilhões atribuído à Coreia do Norte e aciona fundo emergencial para cobrir perdas
- Mercado Bitcoin bloqueia US$ 11,2 milhões em ativos de forma preventiva após incidente comunicado na Rede Social X
As decisões de bloqueio temporário tomadas por Mercado Pago e Nubank demonstram que a resposta rápida diante de falhas em parceiros técnicos se tornou a principal ferramenta para blindar o patrimônio dos investidores contra riscos operacionais maiores.










