
O clima no Maracanã mudou drasticamente em poucos minutos na noite deste sábado (9/5). O que começou como uma exibição de controle e efetividade do Fluminense terminou em um empate amargo por 2 a 2 contra o Vitória da Bahia, deixando a torcida em polvorosa.
O resultado não apenas frustrou os planos de consolidar a posição no Campeonato Brasileiro, mas também expôs feridas profundas na relação entre as arquibancadas e o comando técnico de Luis Zubeldía.
A instabilidade emocional do time carioca foi o ponto central de uma partida que parecia ganha. Após abrir o placar e dominar as ações, o tricolor se viu envolvido por um adversário que, mesmo tecnicamente inferior, soube explorar os erros mentais e as falhas individuais de jogadores que antes eram pilares da equipe.
Domínio inicial
O primeiro tempo foi marcado pela paciência e pela busca por espaços. O Fluminense controlava a posse de bola, mas encontrava dificuldades para furar o bloqueio montado pelo time baiano.
A situação mudou quando o talento individual apareceu para resolver o problema tático.
- John Kennedy: o atacante aproveitou uma sobra na área aos 35 minutos e, com muita categoria, deslocou o goleiro Lucas Arcanjo para abrir o marcador.
- Efetividade: ao contrário de rodadas anteriores, o time foi cirúrgico na primeira chance clara que teve no jogo.
- Controle: a defesa praticamente não foi testada nos primeiros 45 minutos, passando uma falsa sensação de segurança para a etapa final.
Pane mental
O cenário mudou completamente na volta do intervalo. O Fluminense adotou uma postura excessivamente confortável com a vantagem mínima, permitindo que o Vitória crescesse na partida.
O erro fatal veio de quem vinha fazendo uma apresentação segura até então. O volante Alisson cometeu um pênalti considerado infantil pela crítica e pela torcida, ao agarrar o adversário dentro da área.
Esse lance foi o divisor de águas. O time de Luis Zubeldía sentiu o golpe e perdeu a organização tática.
O Vitória, percebendo o nervosismo mandante, assumiu o controle psicológico do confronto e conseguiu a virada em um curto intervalo de tempo. A reação tricolor só aconteceu nos minutos finais, após as entradas de Riquelme e Guga, que deram novo fôlego ao ataque.
John Kennedy
Apesar do resultado coletivo ruim, um nome saiu de campo com a cabeça erguida. O camisa 9 foi, sem dúvidas, o melhor jogador em campo. Além de marcar o primeiro gol, ele foi o arquiteto da jogada que resultou no gol de empate de Serna, limpando a marcação e servindo o companheiro com precisão. Sua atuação individual contrastou com o desempenho coletivo abaixo da média.
Pressão externa
As vaias ao apito final tiveram um alvo muito bem definido. O técnico Luis Zubeldía ouviu em coro o grito de “burro” vindo de diversos setores do estádio.
A insatisfação dos torcedores está ligada à demora nas substituições e à queda de rendimento físico e tático da equipe durante o segundo tempo.
Com 27 pontos na tabela, o risco de perder a terceira colocação é real e imediato. O foco agora precisa mudar rapidamente para evitar que a crise se instale nas Laranjeiras.
Copa do Brasil
O Fluminense não terá tempo para lamentar o empate. O próximo compromisso já é na terça-feira (12/5), contra o Operário-PR, em partida válida pela Copa do Brasil. Jogando novamente no Maracanã, a equipe entra com a obrigação da vitória para acalmar os ânimos e garantir a classificação na competição nacional.
Qualquer resultado diferente de um triunfo pode tornar a permanência da comissão técnica insustentável diante da pressão popular.
Resultados de sábado
- Fluminense 2 x 2 Vitória
- Bahia 1 x 2 Cruzeiro
- Coritiba 2 x 2 Internacional
Jogos de domingo
- Remo x Palmeiras
- Atlético-MG x Botafogo
- Corinthians x São Paulo
- Grêmio x Flamengo
- Vasco x Athletico-PR
- Santos x Red Bull Bragantino
- Mirassol x Chapecoense
CLASSIFICAÇÃO DO BRASILEIRÃO










