
A vitória por 2 a 1 sobre o Egito trouxe um misto de alívio e preocupação para a comissão técnica brasileira. Realizado no Huntington Park Field, em Cleveland, nos Estados Unidos, o confronto foi o último teste preparatório antes do início da Copa do Mundo de 2026. O resultado positivo no placar não esconde as oscilações coletivas e os problemas físicos que surgiram às vésperas da estreia no torneio mundial.
O início da partida evidenciou como os erros individuais podem custar caro em uma competição de alto nível. Logo aos seis minutos, Bruno Guimarães aproveitou uma falha na saída de bola adversária, desarmou o volante Mohanad Lasheen na entrada da área e finalizou na saída do goleiro para abrir o placar. A vantagem inicial, que poderia trazer tranquilidade, acabou durando pouco devido a uma nova desatenção defensiva.
Aos 11 minutos, Marquinhos errou um passe na tentativa de sair jogando na área de defesa. Os egípcios agiram rápido e empataram o confronto com o meia Mostafa Ziko. Essa instabilidade defensiva acendeu o sinal de alerta sobre a consistência do setor para os próximos compromissos oficiais.
As preocupações físicas
A situação se agravou ainda no primeiro tempo com a perda do lateral direito Wesley. O jogador da Roma sentiu a virilha e precisou ser substituído aos 17 minutos. Bastante abalado pela possibilidade de ficar fora do mundial, o atleta chorou no banco de reservas. A gravidade da lesão ainda depende de exames detalhados pela equipe médica.
O comando médico também monitora de perto a situação de Neymar. O camisa 10 se recupera de um problema na panturrilha e permaneceu em tratamento na concentração em Nova Jersey, sendo ausência confirmada no amistoso em Cleveland.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou que o atacante passará por uma ressonância magnética na segunda-feira (8/6).
“Se tudo sair bem, Neymar vai treinar com o grupo na próxima semana”, declarou o técnico Carlo Ancelotti.
A reação tática
Na segunda etapa, a postura da equipe mudou de forma semelhante ao que ocorreu no amistoso anterior diante do Panamá. As alterações promovidas deixaram o time mais intenso e agressivo na marcação alta.
A estratégia funcionou aos 52 minutos, quando Douglas Santos interceptou um passe na saída de bola do Egito. Raphinha evitou a saída pela linha de fundo e cruzou com precisão para Endrick completar de primeira.
O gol teve um peso emocional importante para o jovem atacante. Este foi o primeiro gol dele com a camisa da seleção após um período de exatamente dois anos de jejum. Mesmo com o astro Mohamed Salah em campo tentando criar jogadas ofensivas na reta final, a equipe egípcia não conseguiu romper a organização do Brasil, que manteve o controle do ritmo de jogo até o apito final.
O cenário mundial
O foco agora se volta inteiramente para a fase de grupos do torneio nos Estados Unidos. O Brasil integra o Grupo C e fará a sua estreia oficial no dia 13 de junho contra o Marrocos, enfrentando em seguida as seleções do Haiti e da Escócia. O desempenho oscilante mostra que o treinador terá dias de trabalho intenso para ajustar a retaguarda e definir a formação ideal.
Por outro lado, o Egito encerra sua preparação sabendo que precisa evoluir coletivamente para competir no Grupo G. A seleção africana estreia no dia 15 de junho diante da Bélgica, tendo ainda compromissos programados contra as equipes de Nova Zelândia e Irã nas rodadas seguintes.










