
O fortalecimento da segurança pública no Amazonas passa, obrigatoriamente, pelo aprimoramento técnico e pelo uso de ferramentas estratégicas que superam a capacidade humana. Atualmente, 21 alunos participam do segundo Curso de Detecção de Substâncias da Polícia Militar do Amazonas (PMAM), uma capacitação intensiva que une policiais militares amazonenses, representantes da Polícia Militar de Roraima (PMRR) e da Força Aérea Brasileira (FAB).
Este treinamento, conduzido pela Companhia Independente de Policiamento com Cães (CIPCães), não é apenas uma formalidade militar, mas um investimento direto na eficácia das operações de fronteira. O estado prepara especialistas capazes de conduzir cães farejadores em cenários de alta complexidade, onde o faro animal é o diferencial para localizar drogas, armas e explosivos.
A Base Arpão como laboratório prático para o policiamento especializado
Um dos pontos centrais desta capacitação, iniciada em 19 de janeiro com término previsto para 13 de fevereiro, é a integração com operações reais. O coordenador do curso, capitão PM Matheus Andrade, destaca a importância da prática em campo.

“É durante o curso que podemos fazer planejamentos para ações futuras, principalmente nas operações que utilizamos o nosso cão detector, como a Base Arpão. A Base Arpão é um dos melhores laboratórios para o curso, para os alunos de detecção de substâncias. Lá, eles podem ver na prática real como utilizar o cão, como conduzir e como se comporta a criminalidade que busca burlar o sistema de segurança pública para fazer o narcotráfico aqui na região amazônica” afirmou o coordenador capitão PM Matheus Andrade.
Disciplinas e avaliação rigorosa dos profissionais de segurança
As matérias que compõem a grade curricular são essenciais para formar um detector de excelência:
- Teoria e seleção: Envolve a Teoria Geral do Faro de Substâncias e a criteriosa seleção de filhotes com aptidão para o serviço.
- Compostos orgânicos: Estudo sobre como se comportam os compostos orgânicos voláteis no ambiente.
- Técnicas de varredura I: Focada em ambientes confinados, como estruturas prediais e embarcações.
- Técnicas de varredura II: Treinamento em ambientes abertos, envolvendo veículos, pessoas e campo aberto.
- Gestão de alta complexidade: Inclui Inteligência Aplicada e Gerenciamento de Crises em ocorrências críticas.
Durante o curso, os policiais são avaliados por seu desempenho profissional e conduta militar. Atributos como controle emocional, iniciativa, assiduidade e espírito de corpo são testados diariamente. Segundo o capitão Matheus Andrade, entender como utilizar as técnicas de busca são matérias essenciais para formar um excelente detector de substância.

A importância estratégica da CIPCães para o estado do Amazonas
A atuação da companhia vai além do combate direto ao tráfico de drogas. A unidade desempenha funções cruciais em diversas frentes da segurança pública, como o patrulhamento em eventos, prevenção de rebeliões e fugas em presídios, e até atividades de cinoterapia.
Além disso, a CIPCães mantém uma colaboração constante com a Polícia Civil, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal (PRF), especialmente em regiões de proteção ambiental. O investimento neste curso reafirma que o Amazonas está na vanguarda do policiamento especializado, garantindo que homens e cães operem em perfeita sintonia para proteger as fronteiras e as famílias do nosso estado.










