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Descubra a regra federal que tornou a visita do CRAS obrigatória para quem mora sozinho

Foto: Diego Lima/Semasc

A capital amazonense vive um momento de intensificação nas políticas de proteção social com a continuidade da ação “CadÚnico em Movimento”.

Nesta sexta-feira (24/4), as equipes da Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) concentraram esforços no ‘Cras Prourbis’, localizado no bairro Jorge Teixeira.

A iniciativa não é apenas uma formalidade burocrática, mas uma resposta direta à necessidade de atualização cadastral e busca ativa de famílias que, muitas vezes, estão invisíveis ao sistema público.

O foco central desta etapa são as chamadas famílias unipessoais, compostas por apenas um membro. Essa atenção especial atende a um requisito do governo federal que, desde janeiro de 2025, tornou a visita domiciliar obrigatória para esse grupo, conforme estabelecido pela Lei nº 15.077/2024.

Metas e benefícios

Com o objetivo de atingir a marca de 300 atendimentos em um curto período, a prefeitura mobiliza servidores dos 20 Cras da cidade de forma integrada.

O titular da Semasc, Wanderson Costa, reforça que o papel do poder público é encurtar a distância entre o serviço e o cidadão em situação de vulnerabilidade.

“Quando a equipe bate à porta de uma família, ela leva mais do que um serviço, leva cuidado, atenção e a oportunidade de recomeçar. Essa é uma determinação do prefeito Renato Júnior, que tem nos orientado diariamente a levar a assistência social cada vez mais perto das pessoas”, destacou Wanderson Costa.

Direito garantido

A ação no Jorge Teixeira visa regularizar a situação de quem está com o auxílio suspenso ou bloqueado. A regularização é a chave para o acesso a diversos programas que compõem a rede de proteção básica em Manaus, como:

  • Programa Bolsa Família.
  • Auxílio Gás do Povo.
  • Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas).
  • Inclusão em novos programas de cidadania e segurança alimentar.

Humanização e impacto

Para além dos números e das metas de sistema, o impacto real é sentido na vida de quem depende desses recursos para sobreviver. A recepção da comunidade tem sido positiva, especialmente entre o público idoso, que muitas vezes possui dificuldades de locomoção para ir até uma sede administrativa.

Maria Luiza Mota, de 71 anos e beneficiária do BPC, expressou o sentimento de alívio ao receber os técnicos em sua residência.

“Hoje agradeço a Deus e à Prefeitura de Manaus por terem vindo até a minha casa. Estou muito feliz por esse olhar sensível. Esse benefício que recebo me ajuda muito”, disse Maria Luiza Mota.

O depoimento é reforçado pela comunitária Zuila de Oliveira, de 74 anos, que destacou a importância do acolhimento e da conversa humanizada durante o mutirão.

Ao fortalecer essas visitas, Manaus não apenas cumpre uma exigência legal, mas promove dignidade e garante que os recursos sociais cheguem, de fato, a quem tem direito, reduzindo as brechas de exclusão no município.

ASCOM: Lucas Batista/Semasc

 

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