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Como a inteligência artificial está revolucionando a criação de tratores e colheitadeiras no Brasil

Foto: Divulgação/ ASCOM

A Inteligência Artificial (IA) está transformando uma etapa pouco conhecida do agronegócio, acelerando o desenvolvimento das máquinas que chegam às lavouras. Utilizada por equipes de engenharia para analisar dados, realizar simulações e avaliar alternativas de projeto, a tecnologia apoia fabricantes na criação ágil de tratores, pulverizadores, colheitadeiras e plantadeiras.

Na AGCO, responsável por marcas como Massey Ferguson, Valtra e Fendt, a tecnologia foi integrada ao processo de desenvolvimento de novos produtos ao lado de ferramentas digitais já utilizadas pela engenharia. A meta é tornar mais ágil a avaliação de soluções e ampliar a capacidade de testar cenários antes mesmo da fabricação dos primeiros protótipos.

De acordo com o diretor de Engenharia da AGCO, Paulo Vilela, estudos recentes em ambientes de engenharia e desenvolvimento de software indicam ganhos de produtividade entre 20% e 40% em atividades de análise, simulação e desenvolvimento assistidas por IA.

Na engenharia de máquinas agrícolas, o recurso permite examinar mais opções de projeto, acelerar simulações e prever potenciais problemas ainda nas fases virtuais, encurtando o tempo necessário para transformar conceitos em soluções práticas para o campo.

Bastidores do desenvolvimento

Embora a tecnologia ganhe cada vez mais espaço, criar uma nova máquina agrícola continua sendo um trabalho de alta complexidade. Um projeto completo pode levar de três a quatro anos para chegar ao mercado e mobiliza mais de 300 engenheiros, além de especialistas de frentes estratégicas.

  • Manufatura e controle de qualidade
  • Validação e setor de compras
  • Marketing e atendimento ao cliente

“O desenvolvimento de uma máquina começa muito antes da fase de produção. Ouvimos produtores, estudamos as necessidades das diferentes operações agrícolas e avaliamos diversas possibilidades técnicas até chegar à solução final”, afirma o diretor de Engenharia da AGCO, Paulo Vilela.

Simulações em ambiente virtual

A maior parte desse trabalho ocorre atualmente em plataformas virtuais. Antes que qualquer componente seja fabricado, os engenheiros utilizam modelos digitais para avaliar o comportamento de estruturas, sistemas e componentes sob variadas condições de operação. A IA complementa esse processo ao permitir análises mais rápidas de grandes volumes de informações, orientando as decisões ao longo do projeto.

A participação dos produtores rurais também é fundamental nesse processo. As equipes coletam informações diretamente no campo para compreender os desafios enfrentados pelos operadores e identificar oportunidades de melhoria. Essas contribuições ajudam a converter necessidades práticas em características que serão incorporadas aos novos equipamentos.

Testes físicos no campo

Após as etapas virtuais, começam os ensaios físicos. Os protótipos passam por avaliações criteriosas em laboratório e em condições reais de trabalho para verificar desempenho, durabilidade e confiabilidade. Os testes reproduzem situações encontradas em diferentes regiões agrícolas do Brasil, levando em conta múltiplos fatores.

  • Clima e variações de relevo
  • Tipos de solo e poeira
  • Umidade e intensidade de uso

Em alguns projetos, a etapa de validação acumula milhares de horas de operação. Durante os ensaios, sensores instalados nos equipamentos registram continuamente informações sobre o funcionamento das máquinas. Os dados coletados retornam para as equipes de engenharia, que utilizam essas informações para aperfeiçoar componentes, sistemas eletrônicos e softwares embarcados.

Tecnologia embarcada nas máquinas

Vale destacar que a IA também está presente na operação diária do maquinário nas lavouras. A combinação de recursos tecnológicos permite que os equipamentos interpretem informações em tempo real e executem operações com maior exatidão.

  • Sensores e recursos de conectividade
  • Processamento digital de imagens
  • Automação de processos operacionais

O desenvolvimento dessas ferramentas integradas faz parte de uma série de pesquisas voltadas para aumentar a eficiência das atividades no campo.

Protagonismo do mercado brasileiro

O Brasil ocupa uma posição estratégica nesse ciclo global de inovação. A AGCO mantém centros de pesquisa e desenvolvimento em Mogi das Cruzes, no estado de São Paulo (SP), além de Canoas e Ibirubá, no Rio Grande do Sul (RS).

Essas unidades são responsáveis pela criação e validação de tecnologias para tratores, pulverizadores, colheitadeiras, plantadeiras e motores. Alguns projetos concebidos pelas equipes brasileiras são produzidos e comercializados globalmente.

“A adoção da inteligência artificial no desenvolvimento de máquinas agrícolas acompanha um movimento observado em diversos setores da indústria. No agronegócio, a tecnologia vem contribuindo para acelerar análises, ampliar a capacidade de testes e apoiar a criação de equipamentos preparados para os desafios de uma agricultura que exige produtividade, precisão e eficiência operacional”, finaliza o diretor de Engenharia da AGCO, Paulo Vilela.

Sobre a AGCO

A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão. Guiada por uma estratégia que prioriza o agricultor, a AGCO entrega valor por meio de suas marcas líderes e diferenciadas, como Fendt™, Massey Ferguson™, PTx™ e Valtra™. Seus equipamentos de alto desempenho e soluções inteligentes para o campo — incluindo tecnologias de retrofit independentes de marca e ofertas autônomas — capacitam os produtores a aumentar a produtividade, enquanto alimentam o mundo de forma sustentável. Para mais informações, visite www.agcocorp.com.

Fonte: ASCOM | AGCO

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