
Protagonista em vinhos, sucos e até mesmo consumida in-natura, a uva é uma fruta versátil que oferece inúmeros benefícios para a saúde. Entre eles, destacam-se a redução do risco de câncer e dos níveis do colesterol considerado ruim (LDL) no sangue. Em geral, a fruta pode ser dividida em duas categorias principais: as uvas de mesa, indicadas para o consumo direto, ou as destinadas para a produção de vinho, que contam com maior acidez.
Com uma ampla variedade dentro de cada grupo, é comum que o consumidor tenha dúvidas na hora de escolher o ingrediente ideal. Pensando nisso, Cláudia Mullero, nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil, explica as diferenças entre os tipos de uvas e como elas se adaptam melhor a cada ocasião.
Uvas de mesa
As uvas de mesa são, em geral, mais adocicadas, com polpa mais firme e casca mais fina. Cultivadas principalmente para o consumo fresco, são as mais comuns nos supermercados. Elas podem ser classificadas em dois grupos:
- Sem sementes: como a Thompson (verde) e a Crimson (vermelha).
- Com sementes: como a Itália (verde-clara) ou a Rubi (avermelhada).
Os tipos variam conforme as cores e o aroma, como ocorre com a Niagara, diferenciada pelo cheiro característico e uma das mais vendidas no Brasil, disponível nas versões esverdeada ou rosada. Além do consumo in-natura, são versáteis na culinária, compondo receitas como salada de frutas, espetinhos com chocolate e o bombom de uva na travessa. Em pratos salgados, harmonizam com tábuas de frios, queijos e embutidos.
Uvas para vinho
As uvas destinadas à produção vinícola dividem-se conforme o tipo de bebida desejada. A principal diferença reside no processo de fermentação e no tempo de contato com os componentes da fruta.
“As destinadas aos vinhos tintos são mais escuras e a fermentação é feita com as cascas e as sementes. Durante o processo, é fundamental que a fruta fique no procedimento por mais tempo, para extrair a cor e os taninos.” — Cláudia Mullero, nutricionista da Água Doce Sabores do Brasil.
Exemplos como Cabernet-Sauvignon, Merlot e Pinot dão origem a vinhos que combinam bem com peixes, frutos do mar, aves e massas com molho branco. Já as utilizadas no vinho branco costumam ser claras, como Chardonnay e Sauvignon-Blanc, ou uvas escuras fermentadas sem as cascas para preservar a acidez. Este tipo de vinho é leve e fresco, ideal para saladas, peixes grelhados e risotos.
Uvas para suco e uvas-passas
As uvas para suco apresentam sabor intenso, maior acidez e coloração escura. As principais variedades cultivadas no Brasil são a Concord, a Isabel e a Bordô, todas com tons que se assemelham ao azul-escuro ou preto. O suco de uva harmoniza com refeições leves, como café da manhã, pães, queijos frescos e sanduíches, evitando sobrecarregar o paladar.
Já as uvas-passas são versões desidratadas que concentram fibras, ferro e antioxidantes. Elas aparecem em receitas clássicas como arroz com passas, panetone e frango com molho agridoce. As variedades Thompson-Seedless (clara) e Black-Corinth (escura) são as mais utilizadas nesse processo de desidratação.
Sobre a Água Doce
Os restaurantes da Água Doce são destinos para famílias e amigos em busca de entretenimento e gastronomia brasileira. A rede é reconhecida pelo “melhor Escondidinho do país”, disponível em versões como carne de sol, camarão, frango, bacalhau e opções vegetarianas. Com 80 unidades em seis estados, a rede oferece três modelos de negócio:
- Restaurante Completo: conceito rústico com música ao vivo e espaço-kids (Doce Cantinho).
- Água Doce Express: modelo enxuto com foco em almoço e happy-hour.
- Água Doce Delivery: focado exclusivamente em entregas em domicílio e take-away.
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