
A manifestação organizada por fãs da influenciadora Deolane Bezerra na noite do dia 21 de julho em São Paulo ganhou um contorno inesperado. A família da advogada decidiu não comparecer ao ato convocado pela própria mãe da influenciadora Solange Bezerra. A justificativa central apontou para o risco de segurança envolvendo pessoas infiltradas no local.
Medo de confusão
A ausência sentida de Solange e das irmãs de Deolane gerou questionamentos imediatos. Em vídeos nas redes sociais a irmã da influenciadora Dayanne Bezerra explicou o motivo do recuo estratégico. A decisão buscou evitar tumultos e proteger o evento de indivíduos com más intenções.
“Quem convocou a manifestação, eu peço desculpa em meu nome e em nome da minha família, porque a gente não pôde ir. Sabíamos que ia ter pessoas infiltradas. Já tínhamos recebido alguns vídeos de certas pessoas que nos odeiam que iriam ir”, afirmou Dayanne Bezerra.
Segundo a familiar o grupo acreditava que opositores buscariam apenas provocar conflitos físicos e verbais.
“Sabíamos que elas iriam atrás de bagunça, confusão e estragar esse ato tão bonito que os fãs fizeram em prol da Deolane. A gente fez isso para não estragar até a manifestação”, complementou Dayanne Bezerra.
Desgaste emocional evidente
Desde a prisão da figura pública a estrutura familiar relata um forte abalo psicológico. A irmã ressaltou que elas não teriam condições emocionais de lidar com provocações diretas nas ruas paulistas.
“Estamos muito abaladas. Não íamos aguentar provocações e a gente tá tentando preservar um pouco a nossa paz”, destacou Dayanne Bezerra.
Apesar da ausência física a família agradeceu a mobilização popular e garantiu que a advogada receberá as notícias do apoio externo.
“O que importa é o que vocês fizeram e agradeço de todo o meu coração. Ela vai ficar muito feliz quando ficar sabendo. Deus abençoe cada um de vocês”, finalizou Dayanne Bezerra.
Prisão e acusações
O cenário jurídico de Deolane permanece complexo. A influenciadora está detida preventivamente desde o dia 21 de maio após ser alvo da Operação Vérnix. As investigações apuram um suposto envolvimento com uma organização criminosa ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) além de crimes de lavagem de dinheiro. A defesa nega veementemente todas as acusações.
O protesto dos fãs ocorreu exatos três dias após uma dura derrota nos tribunais. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) rejeitou por unanimidade um novo pedido de habeas corpus apresentado pelos advogados da influenciadora mantendo a prisão preventiva sem prazo para encerramento.










