Esportes ACIMA DE MESSI: Just Fontaine, o recorde que o futebol moderno ainda...

ACIMA DE MESSI: Just Fontaine, o recorde que o futebol moderno ainda não conseguiu derrubar

Foto: Reprodução

Insistentemente, o noticiário esportivo internacional destaca os feitos de Lionel Messi, de Kylian Mbappé e dos maiores artilheiros da história das Copas do Mundo. Mas, em meio à celebração dos números acumulados ao longo de várias edições, um nome continua merecendo mais espaço. Trata-se de Just Fontaine.

Afinal, enquanto os grandes goleadores modernos precisaram de três, quatro, cinco ou até seis Copas, no caso de Messi, para construir suas marcas, Fontaine realizou uma façanha que permanece intacta há quase sete décadas: marcou 13 gols em uma única Copa do Mundo, a edição de 1958, disputada na Suécia. E ninguém conseguiu superá-lo desde então.

A maioria dos recordes esportivos acaba sendo quebrada com o passar do tempo. O de Fontaine, porém, parece resistir ao próprio avanço do futebol.

Desde 1958, passaram pelos gramados alguns dos maiores atacantes da história: Pelé, Gerd Müller, Ronaldo Nazário, Miroslav Klose, Lionel Messi e Kylian Mbappé. Nenhum deles conseguiu atingir os 13 gols em uma única edição.

A lista dos maiores artilheiros em uma Copa mostra a distância da marca francesa:

  • Just Fontaine (1958): 13 gols
  • Sandor Kocsis (1954): 11 gols
  • Gerd Müller (1970): 10 gols
  • Ademir de Menezes (1950): 9 gols
  • Eusébio (1966): 9 gols

O mais impressionante é que Fontaine não precisou de uma longa carreira em Copas. Ele disputou apenas seis jogos e marcou em todos eles. Sua campanha foi a seguinte:

Fase de grupos

  • Paraguai: 3 gols
  • Iugoslávia: 2 gols
  • Escócia: 1 gol

Mata-mata

  • Irlanda do Norte: 2 gols
  • Brasil: 1 gol
  • Alemanha Ocidental: 4 gols

Total

  • 13 gols em 6 partidas, média superior a dois gols por jogo.

Segundo a Federação Internacional de Futebol (FIFA), isso representa um gol a cada 42 minutos disputados durante o torneio, uma produtividade praticamente impossível de encontrar em Copas modernas.

Gol contra o Brasil

Um detalhe frequentemente esquecido é que Fontaine marcou contra o Brasil de Pelé e Garrincha nas semifinais.

A Seleção Brasileira venceria por 5 a 2 e conquistaria seu primeiro título mundial dias depois. Mesmo diante daquela equipe histórica, Fontaine encontrou espaço para balançar as redes e se tornar o primeiro jogador a marcar contra a defesa brasileira naquela Copa.

Se o recorde já parece extraordinário, sua origem é ainda mais curiosa. Fontaine viajou para a Suécia sem esperar ser titular. Levou apenas um par de chuteiras. Durante os treinamentos, elas se romperam.

Desesperado, o craque recebeu um par emprestado do companheiro Stéphane Bruey, justamente um concorrente por posição. Foi com aquelas chuteiras emprestadas que ele escreveu uma das maiores histórias da Copa do Mundo.

Uma única Copa. E bastou.

Talvez o aspecto mais impressionante da carreira de Fontaine seja este: Ele participou de apenas uma Copa do Mundo.

Ao contrário de Messi, Klose ou Ronaldo, que construíram seus números ao longo de vários torneios, Fontaine teve uma única oportunidade e nela produziu um recorde que permanece vivo até hoje.

Sua carreira ainda foi interrompida precocemente por problemas físicos, levando-o à aposentadoria aos 28 anos. Muitos historiadores do futebol acreditam que seus números poderiam ter sido ainda maiores caso tivesse permanecido saudável.

Em discussões recentes entre torcedores, a percepção é quase unânime: o recorde de Fontaine é um dos mais difíceis de serem quebrados em qualquer esporte coletivo.

Um comentário amplamente apoiado em fóruns internacionais resumiu a sensação de muitos fãs:

“Ele marcou em uma Copa o que a maioria dos jogadores não alcança em toda a carreira”.

Outro argumento recorrente é que, mesmo com a ampliação do número de jogos nas Copas modernas, as defesas são mais organizadas, os espaços menores e a distribuição dos gols muito mais equilibrada do que em 1958.

Os recordes acumulados

Claro que o recorde de Fontaine não diminui os feitos de Messi, Klose ou Mbappé. Os recordes de longevidade exigem talento, regularidade e uma carreira excepcional. Porém, quando o assunto é explosão goleadora em uma única Copa do Mundo, ninguém chegou perto de Just Fontaine.

Passaram-se quase 70 anos. Mudaram os formatos, as bolas, os gramados, os treinadores e as gerações. O recorde continua exatamente onde estava em 1958: Just Fontaine — 13 gols em uma única Copa do Mundo.

E certamente essa é a melhor definição de um recorde verdadeiramente histórico: aquele que o tempo não consegue apagar.

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.