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Eduardo Braga assume relatoria do Orçamento de 2027 e terá nas mãos decisões sobre R$ 7,4 trilhões

Senador Eduardo Braga - Foto: Divulgação/ ASCOM

Quando o assunto é a distribuição do dinheiro público, a conversa interessa a todo cidadão. O planejamento de gastos do governo federal para o próximo ano já começou a rodar no Congresso Nacional com a escolha de quem vai puxar a caneta das decisões.

O senador Eduardo Braga (MDB) pelo Amazonas, assume a missão de ser o relator-geral do “Orçamento de 2027”. Ele terá a responsabilidade de organizar a proposta enviada pelo Poder Executivo sob a identificação “PLN 24/2026”, entregue aos parlamentares no dia 31 de agosto. O projeto agora passa pelo crivo da Comissão Mista de Orçamento (CMO).

A tarefa do relator envolve construir o parecer final, fazendo os ajustes necessários nas somas e definindo quais áreas receberão prioridade. Ao assumir o posto, o parlamentar fez questão de agradecer aos colegas pela escolha.

“Recebi com honra a missão de ser o relator-geral do Orçamento da União para 2027. Agradeço a confiança dos colegas no Congresso Nacional. Definir onde o país investe é uma responsabilidade enorme e vou me dedicar com total afinco a esse trabalho”, disse o senador Eduardo Braga.

As contas do governo

As projeções financeiras impressionam pelos números elevados. No total, as despesas estimadas chegam à marca de R$ 7,4 trilhões. Essa quantia engloba o montante destinado a refinanciar a dívida pública da União, mecanismo em que os débitos que vencem são trocados por novos compromissos.

Já as despesas primárias, voltadas para manter o funcionamento da máquina pública, prestar serviços essenciais e executar obras pelo país, somam R$ 2,576 trilhões. Esse valor representa um aumento de 7,7% na comparação com o montante aprovado para o ano de 2026.

Mesmo com o avanço dos gastos, a equipe econômica prevê um superávit primário de R$ 18,6 bilhões em 2027, sinalizando uma arrecadação maior do que as despesas antes de computar o pagamento dos juros da dívida.

Outro ponto diretamente ligado ao dia a dia da população é a nova estimativa do salário mínimo, projetado em R$ 1.741. O valor orienta o piso salarial do mercado de trabalho e serve como base para calcular benefícios fundamentais, como aposentadorias e auxílios mantidos pela União.

Investimentos e emendas parlamentares

A distribuição das verbas traz recortes importantes para o desenvolvimento econômico e o apoio às bases políticas regionais.

    • A proposta reserva R$ 133,8 bilhões para investimentos diretos do Estado em infraestrutura e serviços públicos.
    • O texto destina R$ 44,8 bilhões para as emendas parlamentares, verbas direcionadas por deputados e senadores nas modalidades individual e de bancada.

Prazo final no Congresso

A condução das negociações políticas ficará sob a liderança do senador amazonense. O calendário legislativo prevê que até o dia 17 de dezembro de 2026 ocorram as votações da Lei Orçamentária Anual (LOA) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), instrumento que estabelece as regras gerais e metas fiscais.

Cabe a Eduardo Braga articular o diálogo na busca por consensos que permitam a aprovação final do plano orçamentário.

Fonte: Cleo Pinheiro/ ASCOM

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