
Eleito no primeiro turno com 62,75% dos votos válidos, o futuro governador do Amapá, Dr. Furlan, do Partido Social Democrático (PSD), já definiu a prioridade da nova gestão. Assim que assumir o cargo, o médico vai procurar a gestão do presidente Lula (PT), e a diretoria da Petrobras. O objetivo principal é preparar o estado para funcionar como o grande centro logístico da exploração de óleo e gás na Margem Equatorial.
A descoberta recente feita pela Petrobras fica a 175 quilômetros da costa de Oiapoque, no extremo Norte brasileiro. Os técnicos da estatal já confirmaram a presença de combustível em três camadas diferentes no Poço Morpho, localizado na Bacia da Foz do Amazonas.
Embora a viabilidade comercial ainda esteja em análise, existe a expectativa de iniciar a produção de petróleo nos próximos sete anos. Segundo estimativas divulgadas pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a reserva tem potencial para atingir até 41 bilhões de barris, volume capaz de prolongar a produção nacional por mais um século.
Obras estratégicas na infraestrutura
Para receber os investimentos e atrair grandes empresas do setor energético, a nova equipe amapaense quer transformar a estrutura de transportes da região. O governador eleito aposta no alinhamento com o Palácio do Planalto para tirar do papel projetos considerados fundamentais para a economia local.
Para garantir que o estado aproveite essa oportunidade de desenvolvimento, quatro frentes de trabalho foram estabelecidas pelo futuro governo.
- Implantação de um distrito industrial voltado para atender empresas de serviços de óleo e gás.
- Conclusão das obras de pavimentação da BR-156 para integrar o transporte terrestre.
- Modernização completa do Porto de Santana para receber cargas pesadas e navios de grande porte.
- Captação de recursos federais ou financiamentos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
“O Amapá é um Estado pequeno, que depende do governo federal. A partir do momento que nós temos um novo pré-sal, uma reserva tão grande aqui, as obras do Amapá servirão ao Brasil”, declarou o governador eleito Dr. Furlan ao defender a liberação de investimentos públicos.
Integração regional do transporte
A estratégia do Amapá se conecta aos planos dos ministérios dos Transportes e de Portos e Aeroportos para o Arco Norte, corredor logístico que reúne também Amazonas, Pará, Rondônia e Maranhão. A proposta do governo federal prevê a realização de leilões de ferrovias e hidrovias na região entre os anos de 2027 e 2030.
“A partir da tomada de posse, nós temos que ir ao governo federal e fazer com que esses projetos saiam do papel, porque a integração e a logística é fundamental nesse momento”, afirmou Dr. Furlan ao reforçar a cobrança por apoio técnico e financeiro.

Parceria forte com petroleiras
A movimentação política do novo governo abrange conversas diretas com lideranças empresariais e executivos do setor de combustíveis. Nos próximos dias, a futura equipe recebe representantes do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) e da Transpetro, subsidiária da Petrobras responsável pelo transporte e armazenamento de petróleo e derivados.
Essa reaproximação avança sobre o trabalho iniciado em dezembro de 2025, quando o governo amapaense assinou um memorando de entendimento com a Transpetro. O acordo estabeleceu estudos técnicos para incluir o Amapá no planejamento oficial da estatal e avaliar a construção de uma base de apoio operacional na região.










