
O estado do Amazonas alcançou o 3º lugar entre as unidades da federação com maior número de vencedores na sexta edição do “Prêmio Sebrae TOP 100 de Artesanato”. Ao todo, dez unidades produtivas amazonenses foram selecionadas entre as cem melhores de todo o Brasil. O resultado oficial divulgado nesta quinta-feira, dia 10, pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) confirma a relevância e o protagonismo da produção regional no cenário nacional.
Os artesãos premiados representam sete municípios amazonenses, englobando Barcelos, Careiro, Manaus, São Gabriel da Cachoeira, Iranduba, Maraã e Parintins. As produções contempladas expressam a riqueza cultural da região por meio de matérias-primas da floresta, técnicas ancestrais, design contemporâneo e inovação em cada peça.
Etapas da seleção e ranking
O caminho até a vitória envolveu uma disputa acirrada em etapas eliminatórias.
- O Amazonas registrou 64 inscrições no total.
- Na segunda etapa do processo, 21 unidades produtivas amazonenses avançaram para a avaliação nacional.
- Ao final das análises, dez empreendimentos conquistaram o prêmio definitivo.
- No ranking geral por estados, Minas Gerais liderou com 21 selecionados.
- A segunda colocação ficou com Alagoas e Piauí, empatados com 11 premiados cada.
- O Amazonas garantiu a terceira posição com dez unidades, ficando à frente de Bahia, Goiás e Pernambuco, que somaram seis vencedores cada.
Unidades produtivas premiadas
A lista oficial das dez iniciativas vitoriosas do estado contempla diferentes segmentos da arte local.
- Casa da Arte no município de São Gabriel da Cachoeira
- Teçume da Amazônia localizada em Maraã
- Alva Tuyuca Artesanatos situada em Barcelos
- Celdo Braga Bioinstrumentos Amazônicos na cidade de Manaus
- Mateus Pereira representando o município de Parintins
- Associação dos Artesãos Teçume da Floresta (ARTEF) no Careiro
- Associação de Artesãos Indígenas de São Gabriel da Cachoeira (ASSAI SGC)
- Bonecaria da Amazônia localizada em Iranduba
- Dina Piaçasuiwara no município de Barcelos
- Cooperativa de Trabalho de Artesanato Amazonense (COPAMART) na capital Manaus
Desempenho e acompanhamento
O desempenho consolida o estado na elite do segmento no país. Na edição anterior da premiação, o Amazonas obteve 13 vencedores e alcançou a segunda colocação nacional. Em 2026, mesmo registrando três selecionados a menos, a produção local permaneceu entre os maiores destaques do Brasil.
“O Amazonas está sempre buscando se superar nessa premiação. Apesar de não termos repetido os 13 vencedores da edição anterior, chegamos a 10 e continuamos entre os estados de maior destaque do país. Isso é resultado de uma estratégia que envolve aprimoramento dos produtos, gestão e preparação desses artesãos para novos mercados. Todos esses vencedores são atendidos pelo Projeto de Artesanato do Sebrae Amazonas, e muitos têm no artesanato sua principal fonte de renda”, afirmou a gestora Lilian.
Critérios de avaliação
A escolha das cem melhores unidades do país não se restringe à beleza das peças. A seleção ocorre em três etapas rigorosas e avalia aspectos como inovação, estética, qualidade técnica, valor simbólico e funcionalidade. Além disso, os jurados analisam as práticas de gestão, as condições de trabalho, o compromisso socioambiental, a experiência comercial e as estratégias de diferenciação de mercado.
“Temos aqui artesãos que já conquistaram o TOP 100 anteriormente, mas também novos nomes que participaram pela primeira vez e conseguiram competir em nível nacional. É muito significativo ver esse movimento, porque mostra que o artesanato do Amazonas tem qualidade, identidade e capacidade de se renovar”, ressaltou Lilian.
Tradição e novos talentos
Entre os dez premiados do Amazonas nesta edição, duas entidades repetiram a conquista obtida na edição anterior. A ARTEF se destaca por criar peças utilizando o cipó ambé, enquanto a ASSAI SGC reúne artesãos de diversas etnias indígenas que preservam a confecção tradicional de trançados com fibras de tucum e arumã. A permanência de ambas no topo demonstra a capacidade de transformar conhecimentos ancestrais em artigos com forte apelo comercial.
No grupo de estreantes surge o artista Mateus Pereira, de Parintins, que leva a produção artesanal associada à forte cultura folclórica de seu município e ao famoso festival da ilha. Completam o grupo de novos premiados a Bonecaria da Amazônia e a Celdo Braga Bioinstrumentos Amazônicos, expandindo a variedade dos produtos amazonenses reconhecidos.
Agenda comercial e mercado
Além do reconhecimento público, as unidades vencedoras receberão suporte técnico do Sebrae para participar da cerimônia de premiação no dia 11 de novembro. O evento ocorrerá no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), situado na Praça Tiradentes, no centro do Rio de Janeiro.
Logo após a celebração, o programa inclui um Encontro de Negócios marcado para os dias 12 e 13 de novembro, com rodadas de negociação reunindo lojistas e compradores de todo o país. Conforme diretrizes do Sebrae Nacional, os contemplados terão o direito de utilizar o selo do “Prêmio Sebrae TOP 100 de Artesanato” por três anos consecutivos, além de garantir presença no catálogo oficial da premiação com até três produtos cadastrados.
“O prêmio não termina na certificação. Depois da cerimônia, existe uma agenda comercial importante, com encontro de negócios, participação em feiras e outras oportunidades de promoção. Para o artesão, é uma porta de entrada para novos contatos e mercados”, concluiu Lilian.
Panorama da premiação nacional
Criado em 2006, o “Prêmio Sebrae TOP 100 de Artesanato” tem como objetivo identificar e valorizar as empresas artesanais mais competitivas do território nacional. A sexta edição registrou um total de 1.647 inscrições no país, resultando em cem premiados distribuídos por 22 estados.
A distribuição geográfica dos 100 vencedores nacionais contempla todas as regiões brasileiras.
- A Região Nordeste liderou com 44 empreendimentos premiados.
- A Região Sudeste somou 22 selecionados.
- A Região Norte conquistou 18 troféus.
- A Região Centro Oeste obteve 10 premiados.
- A Região Sul encerrou a contagem com seis unidades reconhecidas.
A iniciativa busca incentivar a criatividade e a identidade cultural, além de fortalecer a gestão, a inovação, a sustentabilidade e a inserção mercadológica dos produtos artesanais.
ASCOM: Rodrigo Amorim










