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Projeto “Corpos que Dançam, Mundos que Sentem” promove arte para alunos da educação especial

Abner Viana, Rayssa Deschain e Hadna Abreu – Foto: Divulgação

A Escola Estadual Cívico Militar Fueth Paulo Mourão, situada na Rua Doutor Dalmir Câmara, número 100, no bairro São Jorge, em Manaus, recebe nos dias 17, 18, 24 e 25 de agosto de 2026 as atividades do projeto “Corpos que Dançam, Mundos que Sentem”. A iniciativa promove vivências inclusivas reunindo dança, música e artes visuais voltadas aos estudantes da educação especial.

O projeto foi contemplado pelo Edital de Fomento Cultural Multilinguagens, na Categoria Dança do Edital número 09/2025, viabilizado por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) com apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e do Governo do Amazonas. O objetivo central é proporcionar experiências artísticas e educativas inclusivas, utilizando a linguagem da arte para criar espaços de expressão, criatividade, interação e movimento no ambiente escolar.

Semana de conscientização

A programação ocorre de forma integrada à Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, celebrada anualmente no Brasil entre os dias 21 e 28 de agosto. A data festiva e de conscientização foi instituída formalmente pela Lei número 13.585 de 2017 com o propósito de mobilizar toda a sociedade em favor da inclusão social e do combate ao preconceito.

Oficinas e apresentações

O percurso sensorial contínuo é conduzido por uma equipe de especialistas e artistas reconhecidos na cena cultural local. As atividades acontecem nas seguintes datas e horários

  • Dia 17 de agosto, das 9h às 10h30, Oficina de Dança ministrada pela arte-educadora e profissional de dança Rayssa Oliveira, com proposta focada em vivência corporal e sensorial para explorar movimentos, espaço e autonomia dos alunos, contando com a participação e colaboração de Charles Alfaia
  • Dia 18 de agosto, das 15h às 17h, Oficina de Artes Visuais ministrada pela arte-educadora e artista visual Hadna Abreu, trazendo experimentações táteis e visuais com cores, texturas e materiais diversos para estimular a comunicação não verbal, com participação e colaboração de Riker Gi
  • Dia 24 de agosto, no período da manhã das 8h às 10h30 e à tarde das 14h às 15h30, Ação Integrada com apresentação musical, dança e “happening” de artes visuais conduzida pela Equipe Artística Coletiva, transformando o ambiente escolar em um laboratório vivo de criação em tempo real entre som, gesto e imagem
  • Dia 25 de agosto, das 15h às 17h, Oficina Musical ministrada pelo arte-educador, músico e neuropsicopedagogo Abner Viana, trabalhando a exploração do som, ritmo e escuta ativa como ferramentas neuropsicopedagógicas de interatividade e percepção, com participação e colaboração de Matheus Gondim

Metodologia e acessibilidade

O público-alvo da iniciativa compreende estudantes na faixa etária de 11 a 14 anos matriculados no Ensino Fundamental II da própria instituição de ensino. O projeto estabelece um diálogo transversal com a educação ambiental, trabalhando conceitos fundamentais como corpo, ritmo, natureza, escuta e convivência coletiva. O trabalho abrange também a captação de registros fotográficos e a produção de materiais de memória pedagógica para fortalecer o ecossistema de arte inclusiva nas redes públicas de ensino.

Coordenação e especialistas

A condução do projeto conta com a liderança de profissionais altamente qualificados em diversas áreas artísticas e acadêmicas

  • Rayssa Deschain é artista, pesquisadora e professora de Artes com trajetória nas linguagens de dança, música, performance e produção visual. Doutoranda em Letras e Artes pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), possui mestrado na mesma área, especialização em Dança-Educação e graduação em Dança pela UEA. Sua pesquisa acadêmica investiga as relações entre dança, beleza, experiência estética e cognição corporificada. Na música, é contrabaixista e vocalista da banda Os Dry Martinis, dedicada aos gêneros rockabilly, rock and roll e rhythm & blues das décadas de 1950 e 1960, além de integrar o grupo de surf music instrumental Las Mucuras, participando de festivais e coletâneas nacionais e internacionais. Sua atuação abrange ainda performance, maquiagem cênica, concepcão de figurinos e caracterização.
  • Abner Viana é multi-instrumentista, arranjador e pesquisador da música brasileira. Mestre em Música pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), possui carreira internacional com apresentações ao lado de grupos relevantes na Europa e América do Sul. Atua como professor e possui especialização em Neuropsicopedagogia e Psicanálise Clínica, desenvolvendo pesquisas transdisciplinares sobre neuropsicopedagogia musical e inclusão social de alunos da educação especial em escolas públicas de Manaus.
  • Hadna Abreu é artista visual, ilustradora e empreendedora criativa nascida em Manaus. Sua produção transita pela arte contemporânea, ilustração científica e projetos institucionais inspirados na Amazônia, pesquisando conexões entre natureza, memória, ciência e cultura. À frente da Manart Galeria, cria projetos que aproximam arte, educação e economia criativa.
  • Pablo Araújo é músico, compositor, produtor cultural e técnico de áudio formado pelo Instituto de Áudio e Vídeo (IAV). É membro fundador da banda amazonense Luneta Mágica, com a qual lançou cinco álbuns e circulou por festivais nacionais e internacionais. Atua como coorganizador do Festival Alienígena de Artes e produz trilhas sonoras para o cinema, com trabalhos nos filmes “Enterrado no Quintal” e “Revoada”, este último premiado na categoria de melhor som.

Equipe de apoio

O projeto reúne ainda uma equipe multidisciplinar de colaboradores. A identidade visual foi desenvolvida por Arthur Old 78’s, enquanto a captação de imagens e os registros fotográficos ficam sob a responsabilidade de Álvaro Mello. O corpo docente e artístico inclui o bailarino e professor de dança Charles Alfaia e o músico e professor Matheus Gondim, integrante da banda Soda Billy e do grupo Os Dry Martinis. A coordenação pedagógica da ação é assinada por Elton Zhaga.

Serviço do projeto

  • Projeto: “Corpos que Dançam, Mundos que Sentem – Vivências inclusivas na educação especial”
  • Período de realização: Dias 17, 18, 24 e 25 de agosto de 2026
  • Local: Escola Estadual Cívico Militar Fueth Paulo Mourão, situada na Rua Doutor Dalmir Câmara, número 100, Bairro São Jorge, Manaus, CEP 69033-070
  • Público-alvo: Estudantes da educação especial do Ensino Fundamental II
  • Fomento cultural: Edital de Fomento Cultural Multilinguagens (Edital número 09/2025, Categoria Dança) por meio da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), com apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas e Governo do Amazonas
  • Acesso: Gratuito e restrito aos alunos da instituição
  • Contato de assessoria de imprensa: Telefone (92) 98258-9133, com Wanessa Leal
  • Redes sociais: Perfil oficial @mundosquesentem no Instagram

ASCOM: Wanessa Leal

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