
A conta no supermercado continua testando a capacidade financeira das famílias brasileiras. Em junho deste ano, o valor médio da cesta básica registrou aumento em 17 capitais estaduais. O levantamento joga luz sobre a dificuldade crônica de manter a despensa abastecida no Brasil e evidencia o peso da inflação na mesa do trabalhador.
Os números fazem parte da pesquisa mensal conduzida pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O estudo mapeia o preço do conjunto de produtos essenciais e escancara uma realidade indigesta para o bolso do assalariado.
Alta nos estados
Na comparação direta com o mês de maio, a capital de Roraima assumiu a liderança indesejada do encarecimento. Boa Vista teve o maior aumento percentual do país, registrando uma alta de 3,3% no intervalo de apenas um mês.
A escalada de preços também ligou o sinal de alerta em outras regiões. O aumento médio pesou no orçamento de localidades específicas, exigindo malabarismos dos consumidores locais.
- Palmas: apresentou uma elevação de 3% no valor final.
- Rio Branco: registrou um acréscimo de 2,2% nos itens básicos.
- Porto Alegre: acompanhou a alta com 2,2% de aumento.
Onde custa mais
Quando se analisa o impacto real no dinheiro, o Sudeste e o Centro-Oeste dominam o topo do ranking da inflação alimentar. A capital paulista mantém a posição de cidade com a alimentação básica mais cara do território nacional.
Segundo os dados apurados, o preço médio em São Paulo fechou o mês de junho em R$ 965.
Na sequência, outras três metrópoles apresentam valores que comprometem grande parte da renda dos brasileiros.
- Cuiabá: exige o desembolso de R$ 937 para a compra dos produtos.
- Rio de Janeiro: tem o custo médio calculado em R$ 920.
- Florianópolis: fecha o grupo das mais caras cobrando R$ 918.
Quedas e alívios
A pesquisa também apontou que quatro capitais oferecem os menores preços médios da cesta básica no país. Aracaju lidera as opções mais acessíveis custando R$ 630. Em seguida aparecem São Luís custando R$ 654, Maceió com o valor de R$ 671 e Natal exigindo R$ 686. Os responsáveis pelo levantamento ressaltam que a composição da cesta difere nas regiões Norte e Nordeste, fator que influencia diretamente o preço final.
O cenário trouxe alguns raros momentos de alívio no nordeste brasileiro. De maio para junho, o consumidor sentiu uma leve melhora em João Pessoa com um recuo de 3,9%. O Recife também teve queda de 3,62% acompanhado por Maceió com redução de 3,61%.
Cenário em 2026
O panorama anual confirma a deterioração contínua do poder de compra. Desde o mês de janeiro de 2026, o preço médio da cesta básica subiu em Brasília e em absolutamente todas as 26 capitais estaduais.
A situação mais crítica do ano ocorre em Fortaleza, onde o valor aumentou impressionantes 21% no decorrer dos últimos seis meses. Na ponta oposta, São Luís apresenta a menor taxa de avanço nesse mesmo período, contabilizando 4% de aumento. O saldo final deixa claro que comer bem e barato continua sendo um desafio monumental de norte a sul do país.
Fonte: https://revistaoeste.com/economia/preco-da-cesta-basica-sobe-na-maioria-das-capitais/










