
A sofisticação do crime organizado ganha novos contornos com a descoberta de rotas postais para o envio de entorpecentes pelo país. A deflagração da Operação Intercepto pela Polícia Federal (PF) nesta quarta-feira coloca em evidência a urgência de uma fiscalização ainda mais rigorosa nos fluxos de encomendas. O uso de serviços públicos de entrega para a distribuição de ilícitos mostra que os criminosos buscam brechas logísticas para diluir os riscos de grandes apreensões em rodovias.
A investigação começou a ganhar corpo após uma ação conjunta com a Receita Federal (RF) no Centro de Distribuição dos Correios em Porto Velho. A interceptação de aproximadamente 4 kg de drogas postados em Vilhena acionou os alarmes das forças de segurança. Os suspeitos utilizavam a estratégia de dividir o material ilícito em pequenas cargas para evitar a fiscalização alfandegária e otimizar a distribuição até o destino final em Araçatuba.
Apoio logístico
- Preparação minuciosa das embalagens para tentar burlar os sistemas de raio-x.
- Uso de dados falsos ou de terceiros para a postagem das encomendas nas agências.
- Distribuição descentralizada para pulverizar o prejuízo financeiro em caso de apreensão.
Expansão das investigações
Os mandados de busca e apreensão cumpridos em Rondônia e São Paulo buscam agora desmantelar a rede de apoio que financia e operacionaliza o esquema. A análise dos materiais apreendidos nesta primeira fase será fundamental para mapear se existem ramificações em outras unidades da federação. A PF optou por manter o sigilo sobre a identidade dos alvos para garantir o sucesso das próximas diligências.










