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Após nova etapa na Câmara, proposta que define os gastos de Manaus em 2027 segue para votação

Foto: Divulgação

O planejamento das contas públicas avançou na tramitação interna do legislativo municipal. Nesta segunda-feira (15/6), a proposta da “Lei de Diretrizes Orçamentárias” (LDO) para o ano de 2027 venceu mais uma etapa de discussões durante uma audiência pública realizada na Câmara Municipal de Manaus (CMM).

O encontro reuniu os representantes da Secretaria Municipal de Finanças, Planejamento e Tecnologia da Informação (Semef), por meio da Subsecretaria de Orçamento e Projetos (Suborp), além dos parlamentares que integram a Comissão de Finanças, Economia e Orçamento da casa legislativa.

O debate

O evento contou com a presença da subsecretária da Suborp, Karliley Capucho, acompanhada de técnicos da área de planejamento, além dos vereadores Marcelo Serafim, Luís Mitoso e Roberto Sabino. O grupo analisou os dados técnicos contidos no “Projeto de Lei nº 486/2026”, encaminhado pelo poder executivo.

A discussão sobre as metas fiscais surge como um freio necessário para garantir o equilíbrio das contas e assegurar que as promessas administrativas ganhem viabilidade prática.

“A Lei de Diretrizes Orçamentárias é uma peça essencial para o planejamento da gestão municipal. Ela estabelece os parâmetros que vão orientar a elaboração do orçamento do próximo exercício, assegurando que os recursos públicos sejam direcionados às prioridades da população e às políticas públicas definidas pela administração, sempre com responsabilidade fiscal e transparência”, destacou a subsecretária Karliley Capucho ao defender o rigor técnico na condução dos investimentos.

As metas

A função da LDO consiste em desenhar as regras e os limites que a prefeitura deve respeitar antes de gastar o dinheiro arrecadado. O documento funciona como uma base obrigatória para a construção da posterior “Lei Orçamentária Anual” (LOA), peça jurídica que vai detalhar a aplicação dos recursos públicos em setores que impactam diretamente a vida do cidadão.

Os investimentos previstos devem ser distribuídos em frentes específicas da administração municipal:

  • Saúde: verbas destinadas para a manutenção de postos de atendimento e compra de medicamentos.
  • Educação: repasses voltados para a reforma de creches e valorização dos profissionais de ensino.
  • Infraestrutura: investimentos para a pavimentação de vias e obras de saneamento básico.
  • Assistência social: suporte financeiro para os programas de acolhimento de famílias vulneráveis.

O rito

Durante os debates na CMM, os técnicos da Semef detalharam os parâmetros adotados para a montagem da proposta e responderam aos questionamentos dos parlamentares sobre as estimativas de arrecadação e limites de despesas.

O acompanhamento dessas projeções é fundamental para evitar que o município assumiba compromissos maiores do que a sua arrecadação real.

Depois de passar pelo crivo da Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) e da equipe de finanças, o projeto segue agora para o plenário da câmara. No local, os vereadores vão votar o texto em definitivo.

Caso ocorra a aprovação pelo parlamento, o documento será encaminhado para a sanção do prefeito de Manaus, Renato Junior, passando a vigorar como a lei norteadora de todo o desenvolvimento financeiro do município.

Fonte: ASCOM | Anderson Farias / Semef 

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