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Alessandra Campelo reforça proteção às vítimas após nova prisão ligada ao caso Melqui Galvão

Deputada Alessandra Campelo - Foto: Miguel Almeida e Divulgação

A deputada estadual Alessandra Campelo (PSD), Procuradora Especial da Mulher da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), anunciou nesta terça-feira (26/05) novos desdobramentos sobre o caso Melqui Galvão. A investigação apura denúncias de crimes sexuais contra adolescentes no meio esportivo, com repercussão em âmbito local e nacional.

Prisão do policial

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu em Manaus o policial civil Enoque Galvão. Ele é irmão do instrutor de jiu-jítsu Melqui Galvão, ex-líder da equipe BJJ College. Melqui está preso em São Paulo e responde por múltiplos inquéritos de estupro de vulnerável e violência psicológica.

As novas apurações apontam Enoque como suspeito de estupro e importunação sexual contra duas adolescentes que participavam de um projeto social na Zona Norte de Manaus.

“Lugar de abusador é na cadeia. Estamos falando de denúncias extremamente graves que precisam ser investigadas com total rigor e responsabilidade”, afirmou Alessandra Campelo.

Investigação e agravantes

Enoque Galvão foi afastado da PC-AM no início deste mês. A medida ocorreu após indícios de participação em irregularidades na unidade prisional onde Melqui esteve detido em Manaus.

  • Acesso irregular: O policial é investigado por facilitar a entrada de pessoas não autorizadas na unidade prisional.
  • Uso de celular: A apuração identificou a entrada de um aparelho celular na cela de Melqui Galvão.
  • Ameaças a vítimas: Alessandra Campelo ressaltou a existência de denúncias de coação contra vítimas e testemunhas para tentar silenciá-las.

“Quando vítimas sofrem pressão, ameaça ou tentativa de silenciamento, toda a rede de proteção precisa agir com firmeza. Nenhuma menina ou mulher pode ter medo de denunciar”, destacou a parlamentar.

Prisão preventiva decretada

A Justiça de São Paulo decretou nesta terça-feira (26/05) a prisão preventiva de Melqui Galvão. O instrutor cumpria prisão temporária e esperava responder ao processo em liberdade. Para a deputada, a decisão é um avanço para garantir a continuidade das investigações e a proteção das vítimas e testemunhas.

“O combate à violência sexual exige firmeza das instituições e proteção às vítimas. Quem tenta intimidar testemunhas ou atrapalhar investigações precisa responder na forma da lei”, afirmou.

Canais de atendimento

A Procuradoria Especial da Mulher da Aleam acompanha o caso e oferece suporte. Mulheres, adolescentes e famílias em situação de violência podem buscar atendimento psicossocial e jurídico gratuito.

O contato com a Procuradoria da Mulher é realizado pelo WhatsApp (92) 99400-0093.

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