
A busca por uma vaga no ensino superior público movimentou a rotina de mais de um milhar de estudantes na capital amazonense. Entre quarta e quinta-feira, dias 20 e 21 de maio, cerca de 1,2 mil alunos dos Colégios Militares da Polícia Militar do Amazonas (CMPMs) participaram do 1º Grande Aulão dos Colégios Militares da corporação.
O evento ocupou o teatro de um centro de compras na zona Centro-Sul de Manaus com uma programação intensiva voltada para as provas do Processo Seletivo Contínuo (PSC) da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).
A iniciativa é organizada pelo Núcleo de Ensino da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) em parceria com o Método Pré-Vestibular.
Essa proposta joga luz sobre a forte concorrência dos processos seriados no estado e o papel das instituições de ensino na preparação estratégica dos jovens. A ação foca em preencher lacunas pedagógicas e elevar os índices de aprovação em exames locais de alta concorrência.
Divisão das turmas
A organização dividiu o público ao longo dos dois dias de atividades para garantir o aproveitamento pedagógico do conteúdo.
- Primeiro dia de atividades: Cerca de 600 alunos do 2º ano do ensino médio participaram das revisões na quarta-feira.
- Segundo dia de atividades: Aproximadamente 600 estudantes do 3º ano dos colégios militares número 4, 6, 7 e 8 compareceram na quinta-feira.
- Volume de conteúdo trabalhado: Resolução comentada de 100 questões específicas voltadas ao modelo de prova do PSC por jornada.
- Carga horária cumprida: Uma maratona de 10 horas diárias de imersão de conteúdo para os vestibulandos.
De acordo com o diretor do Núcleo de Ensino da PMAM, coronel César Andrade, a atividade reflete uma política de investimento direcionada ao público estudantil militar.
“Devido à quantidade de alunos que a Polícia Militar possui, estamos trabalhando especificamente com os estudantes do segundo e terceiro ano do ensino médio. Estamos reunindo cerca de 600 alunos por dia, totalizando mil e duzentos estudantes, em uma maratona de estudos com resolução de 100 questões voltadas ao PSC da UFAM. O nosso objetivo é habilitar e preparar esses alunos para um excelente desempenho nos vestibulares de 2026”, destacou o diretor.
Expansão do projeto
A coordenação do projeto revelou que os próximos passos envolvem o atendimento de outras frentes de exames de ingresso ao ensino superior no estado. O planejamento visa incluir o Sistema de Ingresso Seriado (SIS) da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), ampliando o leque de oportunidades para as turmas que estão iniciando o ciclo do ensino médio.

“Neste momento, nosso foco é o PSC da UFAM, mas, posteriormente, também realizaremos a preparação para o SIS da UEA, especialmente para os alunos do primeiro ano do ensino médio”, adiantou o coronel César Andrade.
O impacto emocional e técnico dessas jornadas foi elogiado por estudantes que enfrentam a rotina de testes.

“Estou achando esse evento muito importante, porque ele incentiva os alunos a se prepararem ainda mais para os vestibulares. É uma ação muito significativa da Polícia Militar juntamente com os Colégios Militares, porque traz motivação justamente em uma fase tão difícil, que é a preparação para o vestibular. Tenho certeza de que todos nós estamos muito agradecidos”, afirmou a aluna Ane Gomes, matriculada no 2º ano do CMPM 4.
Desafios do formato
O modelo de aulões com grandes públicos atrai apoiadores pelo dinamismo e capacidade de engajamento em massa. O diretor-geral do Método Pré-Vestibular, professor Janderson Pacheco, defendeu a eficiência da dinâmica para o fortalecimento do aprendizado.

“Essa parceria entre o Método e os colégios tem como principal objetivo aumentar o número de aprovações dos alunos militares. Eles estão participando de uma verdadeira maratona de 10 horas de aula, com revisão intensiva e resolução de 100 questões por dia. Nosso papel é justamente esse, educar nossos alunos para a vida e ajudá-los a conquistar seus objetivos”, afirmou o educador.
Por outro lado, especialistas em educação ponderam de forma crítica que eventos pontuais de grande porte funcionam bem como ferramentas de motivação e revisão final, mas não substituem o acompanhamento individualizado e contínuo ao longo do ano letivo.
O desafio das escolas públicas e militares reside em equilibrar essas ações de impacto com investimentos estruturais diários na sala de aula convencional. A iniciativa em Manaus demonstra um esforço válido para dar competitividade aos candidatos locais em um cenário de exames vestibulares cada vez mais exigentes.










