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Pré-conferência em Manaus abre espaço para usuários cobrarem melhorias no atendimento do SUS

Foto: Ketlen Alexandre / Semsa

A busca por melhorias no atendimento público de saúde ganhou um espaço importante de discussão em Manaus. Nesta terça-feira, 19 de maio, o auditório da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra Manaus), no bairro Japiim, sediou a pré-conferência do Distrito de Saúde (Disa) Sul.

O encontro foi promovido pelo Conselho Municipal de Saúde (CMS/Manaus) com o apoio da Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

O evento faz parte dos preparativos para a 10ª Conferência Municipal de Saúde (Comus), agendada para ocorrer entre os dias 9 e 12 de junho. Reunindo líderes comunitários, trabalhadores do setor e gestores públicos, o encontro teve como objetivo central elaborar propostas reais para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS), partindo das demandas de quem vivencia a rotina dos postos e hospitais.

A edição deste ano traz como tema central a discussão sobre “Saúde, democracia, soberania e SUS: Cuidar do povo é cuidar do Brasil”. Mais do que um lema, a proposta busca integrar a visão técnica dos administradores ao olhar prático dos usuários da rede pública.

Espaço de escuta

A realização de etapas regionais antes da conferência principal funciona como um filtro essencial para mapear as deficiências e potencialidades de cada área da capital amazonense. Representando o secretário municipal de Saúde, Nagib Salem, o coordenador do Núcleo de Apoio Técnico ao Judiciário (Natjus) da Semsa, Daniel Oliveira, enfatizou que essa integração valida a gestão participativa.

“A pré-conferência tem papel essencial na escuta do usuário, do gestor, do servidor da saúde, captando anseios, reivindicações e propostas de quem vive o SUS de cada dia, para que daqui sejam levados à frente para chegar ao nível municipal, estadual e até federal”, explicou o coordenador daniel oliveira.

O fortalecimento do controle social também foi apontado como um caminho para diminuir as desigualdades no acesso aos tratamentos. O presidente do CMS/Manaus, Hellyngton Monteiro de Moura, pontuou que o envolvimento dos moradores garante a busca por equidade nas decisões administrativas.

Voz do usuário

A cobrança por agilidade na marcação de consultas e exames laboratoriais é uma das principais pautas defendidas pela população que acompanha os debates. Moradores da zona sul destacam que a presença da comunidade nesses fóruns é a única maneira de garantir que os investimentos públicos cheguem onde a necessidade é urgente.

“Aqui estou lutando por melhorias para o SUS, para a comunidade, para que o usuário encontre o atendimento médico, os exames laboratoriais, todos os serviços de saúde que busca”, afirmou a moradora do Japiim e usuária da Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro, Rosilene Coelho.

Eixos em debate

A programação contou com uma palestra magna ministrada pela técnica da Divisão de Atenção à Saúde da Mulher da Semsa, Wanja Leal.

Na sequência, os participantes se dividiram em grupos de trabalho para avaliar os seguintes temas principais:

  • Democracia e a saúde como direito fundamental de soberania nacional.
  • Financiamento adequado para o SUS com sustentabilidade fiscal e justiça tributária.
  • Desafios da defesa da vida diante de emergências climáticas e justiça socioambiental.
  • Modelos de gestão integrados com foco no cuidado integral do cidadão nos territórios.

Ao final do dia, após a consolidação das propostas, houve a eleição dos delegados que vão representar o Disa Sul na plenária municipal.

Calendário de encontros

O cronograma de mobilização segue ativo em outras regiões para garantir a cobertura completa das demandas de Manaus. O Distrito Leste e uma parte da zona rural fluvial já realizaram suas reuniões nas semanas anteriores.

As próximas etapas preparatórias estão agendadas para as seguintes datas:

  • Sexta-feira, 21 de maio, com a reunião dos representantes do Disa Oeste.
  • Segunda-feira, 25 de maio, concentrando as discussões com o Disa Norte.
  • Encerramento na zona rural terrestre, no quilômetro 23 da rodovia BR-174.

A construção de um sistema de saúde eficiente na Amazônia exige que as decisões superem a burocracia dos gabinetes e compreendam a realidade geográfica e social de cada distrito.

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