
A busca pela autonomia financeira e a qualificação profissional marcaram a zona leste de Manaus nesta quarta-feira (13/5). Uma iniciativa conjunta entre a Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE) e a Secretaria de Estado da Assistência Social e Combate à Fome (Seas) ofereceu o curso “Padaria Artesanal” no Centro de Convivência Teonízia Lobo, localizado no bairro Mutirão. O foco principal da ação foi capacitar mulheres beneficiárias do Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+) e moradoras da região para o mercado de trabalho.
O projeto está inserido na Política de Gênero do Prosamin+, coordenada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb). A ideia central é transformar o conhecimento técnico em uma ferramenta de transformação social, permitindo que mulheres em situação de vulnerabilidade iniciem seus próprios negócios a partir de casa.
- Capacitação técnica: as alunas aprenderam desde a higiene e manipulação de alimentos até técnicas avançadas de panificação.
- Gestão de negócios: o curso também ofereceu noções de empreendedorismo para ajudar na precificação e venda dos produtos.
- Certificação: com carga horária de oito horas, o aprendizado foi validado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Vozes do empreendedorismo
Para muitas participantes, o curso representa o primeiro passo para a realização de sonhos antigos. A empreendedora Leila Ferreira, uma das integrantes do Bazar de Empreendedorismo do programa, vê na capacitação uma forma de aumentar o orçamento doméstico.

“Quero fazer meus pães para a minha vizinhança e familiares e depois expandir”, relatou Leila ao destacar a importância de buscar aprendizado constante.
A aposentada Adelice Andrade também compartilhou sua visão sobre a nova atividade.

“Fazendo o curso eu tenho uma nova profissão e ganho um dinheiro extra”, afirmou Adelice, que planeja replicar o conhecimento no grupo de sua igreja para ajudar outras pessoas da comunidade.
Compromisso com a autonomia
A articulação entre os órgãos estaduais visa criar uma rede de suporte que vá além da infraestrutura urbana. O secretário da Sedurb, Júlio Langbeck, ressaltou que o objetivo do governo é viabilizar cursos que incentivem a geração de emprego e renda através da inclusão social. O esforço é complementado pela visão da Seas, que enxerga na qualificação uma via para o fortalecimento da independência feminina.
A professora do curso, Ilas Carvalho Pinto, exemplifica o sucesso da iniciativa. Ela própria iniciou sua trajetória através de uma capacitação do governo e hoje atua como mentora para outras mulheres. Ver o crescimento dessas novas empreendedoras é, segundo ela, uma das partes mais gratificantes do processo educativo.
Impacto social e futuro
Ações como a realizada no bairro Mutirão demonstram que o investimento em capital humano é tão vital quanto as obras de saneamento e urbanismo.
Ao oferecer ferramentas para que a população produza sua própria renda, o Estado promove uma emancipação que beneficia toda a economia do entorno.
O desafio agora é garantir que essas mulheres tenham acesso a microcrédito e espaços de comercialização para que os pães artesanais produzidos hoje se tornem empresas consolidadas amanhã.










