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Roberto Cidade troca peças, prefeito sobe o tom e milhões somem no barulho de um festival caro

Com a caneta firme à mão, o governador Roberto Cidade e o vice Serafim Corrêa já esquentam o discurso e a tesoura. A ordem é reorganizar a máquina estadual, cortando a influência de grupos políticos que não embarcarem na nova gestão.

“Queremos apoio, união com nossas ideias”, disse uma fonte do Palácio da Compensa à coluna.

O novo governo quer base fiel no Palácio e na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

Jander Lasmar na Seduc

Roberto Cidade e Jander Lasmar – Foto: Divulgação

Roberto Cidade mal aqueceu a cadeira e já definiu o comando da Secretaria de Estado de Educação e Desporto (Seduc). O escolhido é Jander Lasmar, nome de confiança do governador e atual diretor da Escola do Legislativo Senador José Lindoso, da Aleam.

Professor de formação, Lasmar é licenciado em Pedagogia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e especialista em orientação educacional, supervisão e gestão escolar pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), currículo que casa com o perfil técnico que Cidade sinalizou querer para a pasta.

Cidadão de berço

À frente da Escola do Legislativo, Jander coordenou iniciativas como o “Conhecendo o legislativo” e o programa “Cidadão de berço”, voltados à formação cidadã.

A nomeação consolida a influência do grupo político de Cidade sobre uma das secretarias mais estratégicas do estado. Lasmar chega para substituir Arlete Ferreira Mendonça, que comandava a Seduc até então.

Cidade e Renato se entendem

Renato Júnior e Roberto Cidade – Foto: Divulgação

A posse do novo governador Roberto Cidade, na noite de segunda-feira (4), serviu para acenar uma bandeira branca entre Estado e Prefeitura. O prefeito Renato Junior marcou presença e reforçou o discurso de parceria.

Com David Almeida de escanteio, agora o tom é de “deixa o passado pra lá e vamos conversar”.

Assessores falam em agenda próxima entre os dois, com transporte escolar e infraestrutura na mesa.

Calçada virou caso de polícia

Foto: Divulgação

O prefeito Renato Junior comprou briga com a concessionária Águas de Manaus após uma obra que terminou pior que começou no bairro São José Operário, zona Leste da capital.

A empresa mexeu na tubulação e deixou prejuízo para moradora, calçada destruída e dor de cabeça garantida.

Por meio da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Manaus (Ageman), Renato deu puxão de orelha e determinou prazo curto para a Águas de Manaus se explicar à Prefeitura e à população.

“Desserviço” com endereço certo

Sem rodeios, Renato chamou de “desserviço” a atuação da Águas de Manaus no caso da zona Leste.

Ele prometeu endurecer multas e fiscalização. A leitura é de que a prefeitura cansou de ser linha auxiliar e quer mostrar autoridade sobre a concessionária. Se mantiver o tom, a relação deve ficar bem mais tensa e azeda daqui para frente.

Conta alta, explicação baixa

O festival “Sou Manaus” virou caso de investigação depois que os custos deram um salto digno de foguete: de R$ 2 milhões para mais de R$ 25 milhões na gestão de David Almeida.

O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) não engoliu a conta sem nota e abriu investigação.

O termo que circula é “apagão informativo”. Agora, a ordem é abrir a caixa-preta: cachês, contratos e para onde foi cada centavo.

Ipaam aperta 700 empresas

Foto: Divulgação/Ipaam

Mais de 700 empresas no Amazonas estão na mira do controle ambiental estadual. Após o prazo para envio dos planos de gestão de resíduos, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) entrou na fase de análise das propostas recebidas.

Ao todo, 32 planos foram apresentados dentro do prazo. Outras cerca de 100 empresas informaram não se enquadrar nas exigências e enviaram justificativas.

A obrigação vem de uma norma estadual que impõe a chamada logística reversa: na prática, as empresas precisam garantir que embalagens, descartáveis e demais resíduos gerados por sua atividade tenham destino correto, como reciclagem, reaproveitamento ou descarte adequado, sem impactar o meio ambiente.

Jogo pesado

O diretor-presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, disse que agora o foco é avaliar se os planos apresentados estão de acordo com as regras e orientar as empresas sobre os próximos passos. A próxima grande etapa é a entrega de relatórios até o fim de 2026, comprovando se as metas foram, de fato, cumpridas.

Todo o processo é gerenciado por um sistema online, onde as empresas cadastram informações e acompanham as exigências. O recado é claro: no Amazonas, quem gera lixo tem que mostrar onde ele vai parar.

 

 

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