Tabatinga Operação na fronteira amazônica revela impacto direto do tráfico e o desafio...

Operação na fronteira amazônica revela impacto direto do tráfico e o desafio de conter rotas ilegais

Foto: Divulgação

A Operação Curare desencadeada pelo Comando militar da Amazônia (CMA) resultou na apreensão de aproximadamente 300 kg de entorpecentes em uma das regiões mais sensíveis do país. A ação ocorreu entre os dias 6 e 12 de abril, na área de Tabatinga, município localizado na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru.

O trabalho ostensivo foi executado por militares do Comando de fronteira Solimões/8º Batalhão de infantaria de selva (Cmdo Fron Solimões/8º BIS). Esta unidade é subordinada à 16ª Brigada de infantaria de selva (16ª Bda Inf Sl) e mantém vigilância constante na Amazônia ocidental.

Integração nas fronteiras

A ofensiva aconteceu de forma interagências e reuniu diversas forças de segurança para garantir o cerco ao narcotráfico. A cooperação incluiu órgãos brasileiros e instituições militares da Colômbia para monitorar rotas fluviais e terrestres.

As seguintes instituições participaram da operação:

  • 8º Batalhão de polícia militar e o Comando de operações especiais da PMAM.
  • Força integrada de combate ao crime organizado em Tabatinga (FICCO).
  • Polícia civil do Amazonas e Polícia federal.
  • Forças armadas da Colômbia incluindo a Força aeroespacial e a Armada nacional.

Golpe no narcotráfico

Os materiais apreendidos durante as incursões na selva e rios da região foram identificados como pasta base de cocaína e skunk. O impacto financeiro para as organizações criminosas é devastador, retirando de circulação substâncias que alimentariam o tráfico internacional.

De acordo com o balanço militar, os resultados foram os seguintes:

  • Apreensão de aproximadamente 300 kg de drogas variadas.
  • Prejuízo estimado em R$ 6,8 milhões para o crime organizado.
  • Confirmação da natureza das substâncias por meio de testes preliminares.

Defesa da soberania

A Operação Curare faz parte de um conjunto de esforços do CMA para combater crimes transfronteiriços e ambientais na Amazônia. O Exército brasileiro reforça que a atuação no Solimões busca não apenas reprimir o tráfico, mas também proteger as populações locais e os povos originários.

O Cmdo Fron Solimões/8º BIS mantém presença permanente na faixa de fronteira, garantindo a preservação do meio ambiente e a defesa do território nacional. As ações integradas entre Brasil e países vizinhos continuam sendo a principal ferramenta para desarticular as rotas de ilícitos na floresta.

ASCOM: CMA

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