
- O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no final da tarde desta segunda-feira (23/03). O político foi transferido para um quarto no Hospital DF Star, em Brasília, onde está internado há mais de uma semana para tratar uma pneumonia grave nos dois pulmões. A saída da terapia intensiva ocorreu após uma evolução satisfatória no quadro clínico, mas a equipe médica mantém um monitoramento rigoroso.
O cardiologista Brasil Caiado informou que o ex-mandatário seguirá sob cuidados especiais nos próximos dias para consolidar a recuperação respiratória. O tratamento agora foca na estabilização total do organismo para evitar possíveis recaídas da infecção.
Melhora clínica
A equipe multidisciplinar do hospital informou que o tratamento atual envolve o uso de antibióticos e suporte clínico contínuo. Além da medicação o ex-presidente passa por sessões diárias de fisioterapia respiratória e motora para recuperar a capacidade pulmonar e a força física desgastadas pelo longo período de internação.
O médico Brasil Caiado reforçou em comunicados recentes que a evolução do quadro é positiva. No entanto o especialista defende que a continuidade do tratamento em um ambiente residencial seria mais eficaz para a saúde do paciente.
“Do ponto de vista médico e técnico, um ambiente acolhedor com mais recursos, familiar, residencial, é bem melhor e serve para qualquer paciente”, afirmou o cardiologista Brasil Caiado ao portal Metrópoles.
Segundo o médico o convívio familiar auxilia na resposta imunológica e no bem-estar de qualquer pessoa em estado de fragilidade.
Disputa jurídica
Enquanto o boletim médico traz alívio para os aliados a situação jurídica de Bolsonaro permanece em um impasse delicado no Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-presidente cumpre pena no complexo da Papudinha, em Brasília, e a sua defesa busca a transferência para a prisão domiciliar humanitária.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu um parecer favorável à mudança de regime citando a necessidade de cuidados especiais de saúde.
Agora a palavra final cabe ao ministro Alexandre de Moraes que analisa o pedido sob a ótica da segurança e da legalidade.
- Parecer da PGR apoia a prisão domiciliar por questões humanitárias.
- Defesa alega que o ambiente carcerário prejudica a recuperação da pneumonia.
- Ministro Alexandre de Moraes aguarda novas avaliações antes de decidir.
Laudo técnico
O cenário de transferência enfrenta resistência devido a avaliações técnicas divergentes. Recentemente o ministro Alexandre de Moraes negou um pedido semelhante com base em uma perícia realizada pela Polícia Federal (PF).
O documento da polícia apontava que o ex-presidente possuía condições de receber o tratamento necessário dentro das dependências da unidade prisional.
A defesa contesta essa visão e utiliza os dados da internação atual como prova de que a saúde de Bolsonaro exige um monitoramento que vai além do que o sistema carcerário pode oferecer. O desfecho dessa queda-de-braço jurídica terá impacto direto no clima político do país enquanto o paciente tenta se restabelecer da infecção pulmonar.
Fonte: https://www.gazetadopovo.com.br/republica/bolsonaro-recebe-alta-uti-transferido-quarto-hospital/










