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Ataques e mortes no alto escalão do Irã elevam tensão global a nível alarmante

Esmail Khatib - Foto: Divulgaçãoq/Rede Socias

O conflito entre Israel e o Irã atingiu um ponto de ebulição que coloca toda a segurança internacional em cheque. Desde o início da guerra aérea em 28 de fevereiro desencadeada por ataques coordenados entre Estados Unidos (EUA) e forças israelenses a região vive uma sequência de eventos que parecem não ter fim.

Nesta quarta-feira (18/3) o cenário se tornou ainda mais crítico com a confirmação de novas baixas no alto escalão de Teerã e a resposta imediata que levou a morte para as proximidades de Telavive.

Ofensiva implacável

O governo de Israel anunciou a eliminação de Esmail Khatib que ocupava o cargo de ministro da Inteligência do Irã. Esta é a terceira morte de uma autoridade de alto nível em apenas 48 horas sinalizando uma estratégia de decapitação do comando iraniano. O ministro da Defesa Israel Katz foi incisivo ao projetar os próximos passos do exército.

“Serão esperadas surpresas significativas ao longo deste dia em todas as frentes”, Israel Katz.

Queda de gigantes

A morte de Ali Larijani ocorrida nesta terça-feira (17/3) representa um golpe simbólico e operacional sem precedentes para a República Islâmica. Larijani não era apenas um político veterano mas o arquiteto da política de segurança nacional e um conselheiro íntimo do aiatolá Ali Khamenei que também faleceu em um ataque no mês passado.

Com uma trajetória que incluiu a presidência do Parlamento por 12 anos e a liderança nas negociações nucleares ele era visto como uma figura de equilíbrio.

Sobre a possibilidade de um entendimento com o Ocidente ele chegou a declarar no início deste ano que o impasse tinha saída.

“Se a preocupação dos norte-americanos é que o Irã não avance para a aquisição de uma arma nuclear, isso pode ser resolvido”, Ali Larijani.

Perfil histórico

Ali Larijani
15/11/2024
REUTERS/Thaier Al-Sudani

Nascido em Najaf no Iraque em 1958 Ali Larijani vinha de uma linhagem influente sendo irmão de Sadeq Amoli Larijani que preside o Conselho de Discernimento. Ele teve passagens marcantes pela Guarda Revolucionária e pela rede nacional de televisão antes de assumir o Conselho Supremo de Segurança Nacional em 2005. Naquela época ele adotou uma postura rígida comparando as propostas da União Europeia (UE) a uma troca desigual.

“Uma pérola por uma barra de chocolate”, Ali Larijani.

Retaliação imediata

O Irã não assiste aos ataques de forma passiva. Utilizando mísseis de tecnologia avançada para tentar burlar os sistemas de defesa aérea israelenses o regime de Teerã lançou ataques que resultaram na morte de duas pessoas perto de Telavive.

Além disso a estratégia iraniana foca em atingir a infraestrutura energética de vizinhos no Golfo Pérsico como forma de pressionar Washington. O controle sobre o Estreito de Ormuz por onde passa um quinto do petróleo mundial continua sendo a maior arma de pressão do país.

Caos energético

O impacto dessa guerra já é sentido no bolso do consumidor em todo o planeta. O preço do barril de petróleo Brent ultrapassou a marca dos $100 nesta manhã acumulando uma alta superior a 40% desde o começo das hostilidades. A preocupação com uma crise energética global é real e imediata enquanto as frentes de batalha se multiplicam.

Além de Khatib e Larijani o chefe da força Basij também foi morto intensificando o vácuo de liderança em meio aos piores distúrbios internos vividos pelo Irã desde a sua revolução.

Para esta quarta-feira a expectativa é de novos confrontos em locais como o Estádio de Pituaçu e o estádio Rei Pelé em outras áreas de tensão mas o foco mundial permanece fixo na capacidade de resiliência de Teerã e na agressividade da defesa de Israel.

Fonte: https://pt.euronews.com/2026/03/18/israel-afirma-ter-eliminado-o-ministro-da-inteligencia-iraniano

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