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Lesões iniciais podem evitar avanço do câncer de colo do útero alertam especialistas

Foto: Divulgação

No mês dedicado à conscientização sobre o câncer de colo do útero, a campanha Março Lilás volta os holofotes para uma das patologias que mais atingem a população feminina no Brasil. Apesar da gravidade, a doença possui um dos maiores potenciais de cura e prevenção do mundo.

O segredo para evitar o avanço do tumor está na identificação das chamadas lesões precursoras, que funcionam como um sinal amarelo antes que a doença se manifeste de forma maligna.

O médico Eduardo Bassani, ginecologista e obstetra da Hapvida, explica que essas alterações celulares são o primeiro indício de que o vírus Papilomavírus Humano (HPV) está agindo.

“São alterações nas células que ainda não são câncer, mas que podem evoluir para a doença ao longo do tempo. Quando descobertas cedo, podem ser tratadas e evitam o desenvolvimento do tumor”, pontua o especialista.

Cenário global preocupante

Os dados internacionais reforçam a urgência da campanha de prevenção. Segundo informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), o total de mortes decorrentes do câncer do colo do útero pode atingir a marca de 410 mil óbitos por ano até 2030, caso as estratégias de rastreio e vacinação não sejam ampliadas de forma efetiva. No Brasil, o desafio é garantir que a informação chegue às mulheres de todas as faixas etárias e classes sociais.

A evolução da doença costuma ser lenta e silenciosa, o que torna o diagnóstico precoce o principal aliado da vida. O tratamento das lesões iniciais é simples e evita que a paciente precise passar por procedimentos invasivos ou tratamentos oncológicos complexos no futuro.

Fatores de exposição

A infecção pelo HPV é a causa primária das alterações no colo uterino. Embora o contato com o vírus seja comum, certos comportamentos e condições de saúde podem acelerar o processo de adoecimento. O especialista esclarece que a imunidade baixa e o tabagismo são agravantes significativos que devem ser monitorados pelas pacientes.

Os principais riscos para o desenvolvimento da doença incluem:

  • Ausência do rastreio regular através do exame Papanicolau: ferramenta essencial para notar as mudanças celulares.
  • Início precoce da vida sexual: fator que aumenta o tempo de exposição aos diversos subtipos do vírus.
  • Multiplicidade de parceiros: característica que amplia as chances de contato com variações mais agressivas do HPV.
  • Tabagismo e baixa imunidade: condições que dificultam a eliminação natural do vírus pelo organismo.

Ferramentas de proteção

O Papanicolau continua sendo a arma mais eficaz no combate a esse tipo de câncer. A recomendação geral é que mulheres entre 25 e 64 anos realizem o teste periodicamente. Após dois exames anuais com resultados normais, o intervalo pode ser estendido para três anos, sempre sob rigorosa orientação profissional.

Além do rastreio, a vacinação contra o HPV é o pilar da prevenção primária. Disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para meninos e meninas de 9 a 14 anos, a vacina protege contra os tipos mais perigosos do vírus.

“A proteção é mais eficaz antes do início da vida sexual, protegendo contra os principais tipos do vírus relacionados ao câncer e às lesões precursoras”, alerta Eduardo Bassani.

Fique por dentro

A campanha Março Lilás foca na detecção precoce do câncer de colo do útero através do exame Papanicolau e da vacinação contra o HPV disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). O médico ginecologista Eduardo Bassani da Hapvida ressalta que as lesões precursoras são silenciosas e só podem ser descobertas com acompanhamento médico regular em clínicas e hospitais da rede.

Com 80 anos de experiência e sendo a maior empresa de saúde integrada da América Latina a Hapvida atende 16 milhões de beneficiários investindo em tecnologia e prevenção para reduzir os índices de mortalidade feminina em todas as regiões do país.

J7PRESS/AM

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