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Cazaquistão volta os olhos para o Amazonas e mira açaí e guaraná da bioeconomia

Foto: Bruno Leão / Sedecti

O interesse estrangeiro pelos ativos da biodiversidade amazônica acaba de ganhar um novo capítulo geográfico. Representantes do Cazaquistão se reuniram nesta quinta-feira (5/3) com empresas locais na sede da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).

O encontro buscou estreitar laços para que produtos como o açaí e o guaraná cheguem às prateleiras desse gigante da Ásia Central.

Embora o entusiasmo seja visível, o mercado internacional exige logística impecável e padrões de qualidade que testam a maturidade das nossas indústrias.

Parceria com o Cazaquistão

A aproximação faz parte de uma agenda estratégica iniciada em novembro de 2025. O pedido partiu da própria Embaixada do Cazaquistão, que vê no Amazonas um fornecedor de superalimentos para um público cada vez mais focado em saúde.

“O Governo do Amazonas, por meio da Sedecti, tem trabalhado para abrir novos mercados para os produtos da nossa bioeconomia e fortalecer o ambiente de negócios no estado”, afirmou o secretário Serafim Corrêa.

A secretária-executiva adjunta de Relações Institucionais da Sedecti, Tayana Rubim, reforçou que o encontro atendeu a um pedido diplomático para apresentar produtos inovadores e de grande qualidade produzidos na região.

Oportunidades comerciais

O cônsul honorário do Cazaquistão no Amazonas, José Cardoso Neto, destacou que o açaí está em alta e a demanda cresce, principalmente entre o público esportivo e fitness. Os próximos passos envolvem o envio de amostras, cotações e portfólios para redes de supermercados e indústrias do país asiático.

Empresários locais apresentaram soluções tecnológicas para vencer as distâncias:

  • Virrosas Alimentos: apresentou o açaí liofilizado, que mantém os nutrientes e tem sinergia com o mercado externo. “Esperamos muito em breve fazer negócios com o Cazaquistão”, disse o sócio-diretor Pedro Monteiro.
  • Wasai Amazonas: aposta no pioneirismo do vinho de açaí em lata. “Temos grande expectativa de levar o nome do Amazonas para o mundo inteiro”, afirmou o CEO Maurício Cândido.
  • Fino Sabor: foca em geleias de frutos regionais, doces de corte e guaraná em bastão. “Esperamos que essa parceria nos ajude a avançar também na exportação”, destacou a empresária Luciana Otas.
  • Polpas Curumim: ressaltou a importância das rodadas de negócios. “A Sedecti está apoiando as indústrias e dando oportunidade para colocarmos nossos produtos no mercado internacional”, disse Rafael Machado.
  • Amazônia Smart Food: empresa de base tecnológica que já exporta para sete países. “Enxergamos o Cazaquistão como um mercado com grande potencial”, explicou a CEO Pricila Almeida.
  • Terramazônia: destacou que a secretaria encurta o caminho até o cliente estrangeiro. “Muitas vezes precisamos viajar para países como China ou Índia para apresentar nossos produtos”, afirmou o fundador Emerson Lima.
  • Guaraná: apresentou o Energy Shot, um energético natural feito com bioativos da floresta. “Acreditamos muito na possibilidade de levá-los ao mercado do Cazaquistão”, pontuou o CEO Márcio Reis.

Invest Amazonas

A iniciativa integra programas como o “Invest Amazonas”, que inclui os projetos “Raízes do Investimento”, “Invest Municípios” e “Preferência Regional”. A estratégia de internacionalização é agressiva e, já na próxima semana, o governo levará produtos da bioeconomia amazônica para uma feira internacional na Índia. O objetivo é transformar o potencial da floresta em contratos reais, fortalecendo a economia local e gerando novas frentes de renda para o estado.

Fonte: https://www.agenciaamazonas.am.gov.br/noticias/demanda-internacional-por-acai-e-guarana-aproxima-empresas-do-amazonas-ao-mercado-do-cazaquistao/

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