Saúde Cada gota virou esperança e Manaus vive corrida contra o tempo por...

Cada gota virou esperança e Manaus vive corrida contra o tempo por leite materno

Foto: Francisco Mourão / SES-AM

A sobrevivência de um recém-nascido prematuro muitas vezes depende de um frasco que carrega muito mais do que nutrientes. Nas maternidades de Manaus, o cenário atual acende um alerta que mexe com a sensibilidade de qualquer pessoa. Os estoques de leite materno das unidades Ana Braga, Azilda da Silva Marreiro e Balbina Mestrinho estão operando abaixo do ideal, colocando em risco o desenvolvimento de bebês que lutam pela vida nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatais (UTIN).

Manter a rede de apoio funcionando não é apenas uma questão logística, mas um compromisso com a vida. A rede de Bancos de Leite Humano (BLH) do Amazonas é a maior da região Norte, porém, a estrutura só cumpre seu papel quando há matéria-prima.

“Doar leite materno é um gesto de amor e solidariedade” afirma Nayara Maksoud, secretária de Estado de Saúde.

Para as mães que possuem excesso de produção, o que sobra em casa é o que garante a imunidade e a força necessária para que um bebê de baixo peso saia do hospital.

Como funciona a rede de apoio no estado

O processo foi desenhado para ser o mais prático possível, entendendo a rotina exaustiva de quem acabou de ter um filho. Não é necessário que a mãe se desloque até a unidade de saúde, pois o estado oferece o serviço de coleta domiciliar.

  • A equipe do (BLH) fornece as orientações e o recipiente esterilizado.
  • A coleta é agendada e realizada semanalmente na residência da doadora.
  • Todo o leite passa por pasteurização para eliminar vírus e bactérias.
  • O alimento é distribuído conforme a necessidade clínica de cada recém-nascido.

A urgência na Maternidade Ana Braga

Referência no estado, a Maternidade Ana Braga concentra o maior volume de doações e, simultaneamente, a maior demanda. Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, a unidade foi responsável por quase metade dos 702 litros arrecadados na rede.

A coordenadora do (BLH) da unidade, Daíse Reis da Cunha, destaca que a simplicidade do processo contrasta com a magnitude do resultado. “Cada doação recebida representa mais chances de vida e recuperação mais rápida para os bebês prematuros” garante Daíse Reis da Cunha.

Realização de quem ajuda a salvar vidas

Para muitas mulheres, a doação se torna uma missão pessoal. A experiência de ver o excedente de leite se transformar em saúde para outra família traz um sentimento de dever cumprido.

“Saber que o leite que eu produzo pode ajudar outros bebês me deixa muito feliz e realizada”, afirma a doadora Laís Lopes.

Para participar, basta estar em boas condições de saúde e entrar em contato com uma das unidades disponíveis.

Saiba onde buscar ajuda e como doar

Se você é lactante ou conhece alguém que possa ajudar, o contato direto com as unidades facilita o início do cadastro. Confira os canais oficiais para agendamento.

  • Maternidade Azilda Marreiro pelo número (92) 99170-5783.
  • Maternidade Ana Braga pelo número (92) 99444-4946.
  • Maternidade Balbina Mestrinho pelo número (92) 99336-6060.

O leite materno é insubstituível. Em um momento de estoques baixos, cada gota conta para que essas crianças tenham a chance de crescer com saúde e voltar para os braços de suas famílias.

Fonte: https://www.agenciaamazonas.am.gov.br/noticias/baixos-estoques-bancos-de-leite-humano-das-maternidades-do-estaduais-apelam-por-doacao/

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