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Wilson sai da toca e descarta apoio a Omar Aziz: “Ele é Lula, eu sou Bolsonaro”

Em rápida fala ao site Imediato, nesta segunda-feira (23), o governador Wilson Lima resolveu simplificar a política amazonense em uma contundente frase: não apoia Omar Aziz porque “ele é Lula e eu sou Bolsonaro”.

O curioso é que, no Amazonas, a divisão ideológica sempre funcionou mais como Wi-Fi de aeroporto: conecta quando interessa, cai quando complica. Mas, desta vez, o discurso veio firme, quase didático, aterrorizando o Instagram.

Resta saber se o eleitor vai comprar essa versão “manual simplificado da política” ou se ainda lembra que adversário de hoje já foi aliado de ontem, e vice-versa, com direito a foto e sorriso cínico nos lábios e nenhum peso na consciência.

Esperando Brasília decidir Manaus

Enquanto isso, Wilson Lima adota a estratégia do “vamos ver como fica”: só define apoio depois da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a federação entre União Brasil e Progressistas, o que está previsto para acontecer na próxima quinta-feira.

A política local, mais uma vez, aguarda instruções de Brasília como se fosse atualização de aplicativo.

E, no meio do barulho, sobra até espaço para um possível plano B com Tadeu de Souza, caso a federação resolva impor candidatura própria ao governo estadual.

No fim das contas, o eleitor assiste a tudo como quem vê série: cheiro de reviravolta, personagem indeciso e roteiro sendo escrito em tempo real. Só falta alguém avisar que, diferente da ficção, aqui o final impacta a vida real.

E a Cidade Universitária, hein?

O senador Omar Aziz (PSD) resolveu revisitar a obra da Cidade Universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), projeto que, na teoria, duraria 360 dias e, na prática, já coleciona mais aniversários que muita gente imagina.

Em entrevista à Rádio Difusora do Amazonas, o pré-candidato prometeu retomar tudo caso volte a comandar o Palácio da Compensa.

Omar culpou ex-governadores, no caso José Melo e Wilson Lima, por não terem sequenciado a obra. Porque no Amazonas, obra não para. Na verdade, ela “é parada” pelos novos ocupantes do poder, por inveja ou negligência mesmo.

“Maldade política”

Na entrevista à Difusora, Omar disse que, passados mais de 14 anos, “faltou continuidade à Cidade Universitária, sobrando maldade política”.

Ficou uma dúvida: nesses anos todos em Brasília, o senador estava esperando o concreto secar sozinho ou a obra entrar em modo automático?  Por que não denunciou e lutou para que a obra seguisse curso e fosse finalizada?

A Cidade Universitária virou um verdadeiro curso prático de engenharia política: começou com projeto ambicioso, passou por abandono estratégico e terminou em promessa reciclada.

Gasolina custando os olhos da cara

Em Manaus, a gasolina bateu R$ 7,59 e o consumidor já nem abastece mais o carro, abastece a paciência.

Enquanto isso, explicações internacionais vêm, vão e pousam direto no bolso do amazonense. O curioso é que o preço sobe em sincronia quase coreografada, um fenômeno tão preciso que merece investigação rigorosa.

Por onde anda o Procon?

Foto: João Pedro Sales/Procon-AM

Diante do espetáculo de aumentos da gasolina, fica a pergunta que não quer calar: o Procon Amazonas está em modo econômico também?

Porque, ao que parece, o combustível mais raro em Manaus não é gasolina — é fiscalização. E o consumidor segue pagando caro por um produto e por um silêncio que já virou tradição. Tradição criminosa.

TSE vai decidir sobre federação

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve bater o martelo esta semana sobre a federação entre União Brasil e Progressistas.

Se confirmada, nascerá um gigante no Congresso, daqueles gigantes que entram na sala e já puxam duas cadeiras. Resta saber se será uma união por afinidade política ou pelo clássico instinto de sobrevivência eleitoral.

Ódio em alta, empatia em falta

Casos recentes mostram que a violência contra mulheres não só persiste, mas se modernizou. Ganhou algoritmo, meme e até “manual” disfarçado de conteúdo motivacional.

A tal “machosfera” cresce nas redes, transformando frustração em discurso de ódio com uma eficiência que daria inveja a muito gestor público.

Especialistas apontam que não se trata de casos isolados, mas de uma engrenagem alimentada por grupos organizados, interesses políticos e omissão conveniente das plataformas.

No fim das contas, o que se vê é um fenômeno preocupante: o ódio sendo monetizado, compartilhado e, pior, normalizado — enquanto o debate sério ainda tenta ganhar espaço no meio do barulho.

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