
O governador Wilson Lima (União Brasil) resolveu entrar no debate nacional com uma preocupação: o “equilíbrio” do país. Saiu em defesa de Jair Bolsonaro, classificando como “desproporcional e desnecessária” a prisão preventiva do ex-presidente.
Tudo muito bonito, quase um poema à serenidade. Só que o equilíbrio, por essas bandas, anda meio seletivo: quando o assunto é Brasília, pede calma; quando é problema local, o silêncio costuma ser ensurdecedor.
De todo modo, Wilson joga o jogo de quem vai concorrer a alguma coisa nas eleições deste ano.
Educação bilionária, mas sem troco

O Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) resolveu dar uma “sugestão” ao governo do Amazonas: afastar a secretária Arlete Mendonça, suspeita de irregularidades à frente da Seduc.
O motivo é um contrato camarada de apenas R$ 1,3 bilhão — sem licitação, porque burocracia é coisa do passado.
Agora a bola está com o governador Wilson Lima: ou atende ao TCE ou finge que é só mais uma recomendação qualquer.
Plenário do Tribunal virou ringue?

Recente sessão do TCE-AM virou UFC verbal ao vivo. De um lado, Ari Moutinho distribuindo adjetivos nada republicanos; do outro, Luis Fabian Barbosa tentando manter a pose institucional.
Teve de tudo: “vergonha”, “canalhas”, desafio de quebra de sigilo. Só faltou vender ingresso. No fim, a presidente Yara Lins entrou em campo como árbitra para evitar prorrogação com cadeirada.
Átila Lins na festa de David

No Alto Solimões, o deputado federal Átila Lins (PSD) marcou presença no lançamento da pré-candidatura de David Bermeguy (MDB) a deputado estadual.
Com lideranças de toda a região, o evento mostrou uma coisa rara: organização política sem briga e sem mistério. Quase uma anomalia no cenário atual. Em Manaus, eventos assim acabam em despautério verbal.
Cinco partidos “fantasmas” ?
O prefeito David Almeida anunciou apoio de cinco partidos à sua pré-candidatura ao governo do Amazonas. Quais? Mistério.
Até agora, ninguém sabe, ninguém viu. Se continuar assim, vai acabar lançando candidatura com apoio do Partido Imaginário Unido e da Federação das Siglas Invisíveis.
Tambaqui à beira da extinção

O tambaqui e a dourada — estrelas absolutas do prato amazônico — estão entrando em colapso. Segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), as populações de peixes migratórios despencaram 81% desde 1970.
Na Amazônia, mais de 90% do pescado consumido vem justamente desses peixes migratórios. Não é só uma crise ambiental — é crise no prato, na renda e na cultura.
Se continuar nesse ritmo, o tambaqui pode virar artigo de luxo.
Barragem aqui, problema ali
Rios interrompidos, ciclo de vida quebrado. Hidrelétrica, destruição de várzea, alteração das cheias. Tudo contribuindo para transformar rios livres em verdadeiros “condomínios fechados” para peixes.
A dourada, que viaja até 11 mil km, agora encontra mais obstáculo que motorista em avenida de Manaus na sexta-feira.
Boto também sumindo

Conforme a ONU, até o simbólico boto-cor-de-rosa — patrimônio do imaginário amazônico — também está ameaçado.
E aqui o prejuízo é duplo: some o animal e vai junto a lenda, a cultura e aquele mistério que sempre deu um charme às histórias ribeirinhas.










