
A infraestrutura energética do Amazonas ganha um novo fôlego com a aprovação de um projeto vital para a região metropolitana. O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) emitiu a Licença de Instalação para a construção de uma rede que promete estabilizar o fornecimento de eletricidade em uma das áreas que mais cresce no estado. A medida representa um avanço estratégico para conectar a capital ao interior com maior eficiência.
O projeto consiste na implantação de uma linha de distribuição em circuito simples trifásico que operará com uma tensão nominal de 138 quilovolts. A rede terá uma extensão total de 54,54 quilômetros e será instalada ao longo da rodovia AM-010. O objetivo principal é interligar a Subestação Lechuga, localizada em Manaus, até a Subestação Rio Preto da Eva. Essa obra é fundamental para reduzir as oscilações de energia que afetam tanto os moradores quanto os produtores rurais da localidade.
O equilíbrio necessário entre desenvolvimento e preservação
A decisão do órgão ambiental ocorre após uma análise técnica criteriosa sobre os impactos na fauna e flora locais. O diretor presidente do Ipaam, Gustavo Picanço, reforçou que o progresso econômico não pode ignorar a legislação vigente e a proteção dos recursos naturais. Ele destacou que o empreendimento avança em conformidade com todos os critérios legais definidos pela instituição.
“Nosso compromisso é garantir que obras dessa natureza sejam executadas com respeito ao meio ambiente e observância às condicionantes estabelecidas no licenciamento. O avanço do sistema de energia traz benefícios diretos à população, mas precisa caminhar junto com a proteção dos recursos naturais e o cumprimento da legislação ambiental” afirmou Picanço.
Regras rigorosas para garantir a proteção ambiental
A empresa Amazonas Energia S.A. deverá seguir uma série de exigências fundamentais para manter a validade da licença e garantir a sustentabilidade do projeto. Essas medidas foram planejadas para mitigar danos e monitorar as atividades durante todo o período de obras na rodovia.
- Adoção de sistemas de contenção para evitar o assoreamento de igarapés e cursos d’água.
- Proibição total de intervenções em áreas de preservação permanente sem autorização prévia específica.
- Proteção ativa da fauna silvestre com programas de monitoramento constante na região.
- Gestão e destinação ambientalmente adequada de todos os resíduos gerados no canteiro de obras.
- Apresentação obrigatória do Cadastro Ambiental Rural (CAR) de todas as propriedades transpostas pelo traçado da linha.
Impactos positivos para a economia e o setor produtivo
A data de hoje marca um período de expectativas positivas para o setor produtivo do interior. Rio Preto da Eva se destaca como um polo importante de agricultura e piscicultura, setores que dependem diretamente de um sistema elétrico confiável para o processamento e conservação de produtos. A interligação com Manaus retira o município de uma condição de vulnerabilidade energética e abre portas para novos investimentos. Com essa infraestrutura moderna, a tendência é que a região atraia mais empreendimentos, gerando emprego e renda de forma planejada e respeitando o bioma amazônico.











