Meio ambiente Redução de resíduos no rio Negro avança com nova ecobarreira em Manaus

Redução de resíduos no rio Negro avança com nova ecobarreira em Manaus

Foto: Clovis Miranda/Semcom

A preservação dos recursos hídricos na Amazônia ganhou um novo aliado estratégico nesta quinta-feira, 12 de fevereiro. A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), instalou a 14ª ecobarreira da capital no encontro entre os igarapés do 40 e do Mestre Chico, na zona Sul. A iniciativa amplia uma rede de proteção que já se consolidou como uma das principais barreiras físicas contra a poluição do rio Negro, interceptando o lixo descartado irregularmente antes que ele alcance o leito principal.

A localização da nova estrutura, próxima ao Ecoponto Educandos, foi planejada para otimizar a logística de retirada dos resíduos. Em períodos de chuva intensa, o volume de materiais carregados pelas águas aumenta drasticamente, tornando pontos como este fundamentais para a saúde ambiental da cidade.

Sistema estratégico de contenção

Diferente de ações isoladas, as ecobarreiras funcionam como uma rede interconectada de proteção ambiental. Atualmente, esse sistema impede que quase 300 toneladas de lixo por mês cheguem ao rio Negro, material que tem origem em lixeiras viciadas espalhadas pelas ruas.

  • Contenção de resíduos sólidos flutuantes como plásticos e garrafas PET.
  • Redução de entupimentos em bueiros e redes de drenagem urbana.
  • Facilidade operacional para a coleta rápida com apoio dos ecopontos.
  • Proteção direta da fauna aquática e da qualidade da água.

Impacto na segurança urbana

Para o secretário da Semulsp, Sabá Reis, o equipamento interrompe uma cadeia de transtornos que começa no descarte incorreto. O lixo que flutua nos igarapés não é apenas um problema estético, ele é um dos principais causadores de alagamentos que atingem as comunidades ribeirinhas e áreas baixas da cidade.

“Não é uma ecobarreira isolada. É uma rede de proteção ambiental, construída de forma estratégica nos igarapés da cidade. Hoje, esse sistema impede que quase 300 toneladas de lixo por mês cheguem ao rio Negro. Esse lixo entope bueiros, agride o meio ambiente e coloca em risco a vida da população”, afirmou Sabá Reis.

Solução adaptada à realidade local

O projeto das ecobarreiras utiliza uma tecnologia simples e eficiente, idealizada pelo ativista ambiental Manuel Ademar, o Mazinho da Carbrás. A estrutura é desenhada para suportar a dinâmica dos igarapés amazônicos, sendo uma solução de baixo custo e alto impacto. Desde a implementação das primeiras unidades, a prefeitura estima que já evitou o despejo de quase 8 mil toneladas de resíduos no rio Negro.

Dever compartilhado

Apesar da eficácia das barreiras físicas, a gestão municipal reforça que a solução definitiva depende da conscientização pública. O sistema de ecobarreiras atua no sintoma do problema, mas a causa reside no descarte irregular.

O fortalecimento dessa rede, seguindo as diretrizes do prefeito David Almeida e do vice-prefeito Renato Junior, busca unir a eficiência operacional com a educação ambiental. A instalação da 14ª unidade na zona Sul não apenas protege o ecossistema, mas também oferece mais dignidade aos moradores que convivem com os igarapés, transformando a paisagem urbana em um ambiente mais limpo e seguro para todos.

ASCOM: Dora Tupinambá/Semulsp

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