
Em sabatina realizada nesta segunda-feira (12/10) ao Consórcio de Portais G6, o senador e candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz, do Partido Social Democrático (PSD), reafirmou a defesa pelo fim da escala 6×1 e pela adoção de dois dias de descanso semanal remunerado. Relator da matéria no Senado Federal, o parlamentar destacou os impactos da atual jornada sobre a rotina familiar e projetou avanços na tramitação da proposta ao longo desta semana.
O Consórcio de Portais G6 é formado pelos veículos ÚNICO, Amazonas Atual, BNC, Portal do Marcos Santos, Portal do Mário Adolfo e Blog do Hiel Levy.
Fim da escala 6×1
Ao abordar a proposta, prevista para ser votada na próxima quarta-feira (14/12), Omar Aziz (PSD) enfatizou a rotina exaustiva enfrentada pelas mães solo, que encaram longos deslocamentos nos transportes públicos entre a residência e o local de trabalho.
“Ela acorda às cinco horas para aprontar o filho e depois tem que pegar o ônibus e levar duas horas para chegar ao trabalho e chega às oito, nove da noite. Não é possível que essa senhora não tenha direito de passar dois dias com os filhos”, afirmou o senador.
O candidato também reprovou a inclusão de dispositivos que permitam flexibilizar a jornada por meio de acordos individuais entre patrões e empregados. Na avaliação do senador, a disparidade de forças na relação trabalhista expõe o funcionário a pressões desfavoráveis para preservar o emprego.
“Isso é assédio ao trabalhador: ou tu topa isso ou tá fora”, exemplificou Omar.
A proposta relatada pelo parlamentar estabelece as seguintes diretrizes para o mercado de trabalho:
- Extinção da escala 6×1, assegurando dois dias de descanso por semana;
- Redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem qualquer diminuição salarial;
- Período de transição para a implementação gradual da nova carga horária.
Combate ao narcotráfico
No âmbito da segurança pública, Omar Aziz (PSD) defendeu uma política nacional integrada de combate ao narcotráfico reunindo a União, os estados e os municípios, além da atuação ostensiva das Forças Armadas no enfrentamento ao crime organizado nas fronteiras.
O senador ressaltou que o combate às facções no estado exige estratégias permanentes que vão além de operações policiais isoladas. Para o parlamentar, é indispensável ampliar os investimentos em inteligência, inovação tecnológica e equipamentos para reforçar a fiscalização das calhas fluviais e das divisas utilizadas pelo tráfego de entorpecentes.
“Isso se trata de soberania nacional”, afirmou.
O candidato possui histórico no setor, tendo exercido o cargo de secretário de Segurança Pública do Amazonas e presidido, em 2021, a Comissão de Segurança Pública do Senado, colegiado responsável pela análise de propostas da área.

Liderança nas pesquisas
Além dos posicionamentos temáticos, um novo levantamento do instituto PoderData divulgado nesta segunda-feira (12/10) aponta Omar Aziz (PSD) na liderança isolada da disputa pelo Governo do Amazonas no segundo turno das eleições.
Considerando os votos válidos, o candidato registra 56% das intenções de voto, mantendo uma vantagem de 12 pontos percentuais sobre a professora Maria do Carmo, do Partido Liberal (PL), que aparece com 44%. Os dados foram coletados entre os dias 8 e 11 de outubro.
No cenário de votos totais, que abrange votos brancos, nulos e indecisos, a distribuição apresenta os seguintes percentuais:
- Omar Aziz (PSD): 52%
- Maria do Carmo (PL): 42%
- Votos brancos e nulos: 4%
- Indecisos ou não souberam responder: 2%
A pesquisa também consultou os eleitores amazonenses sobre o grau de consolidação da escolha para o segundo turno:
- Escolha definida: 89% afirmam que a decisão de voto já é definitiva
- Possibilidade de mudança: 9% indicam que ainda podem alterar a opção
- Indecisos: 2% não souberam responder
Metodologia do levantamento
A pesquisa foi realizada pelo instituto PoderData, sob encomenda da RealTimeAM Portal de Notícias Ltda., utilizando amostragem telefônica com seleção aleatória. O levantamento consultou 1.200 eleitores com 16 anos ou mais em 62 municípios do Amazonas.
A margem de erro é de 2,8 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. O estudo está registrado na Justiça Eleitoral sob os números BR-07193/2026 e AM-08245/2026.
Fonte: ASCOM | Marhia Edhuarda Bessa










