
Neste Dia do Trabalhador, comemorado nesta sexta-feira (1º/05), o cenário do mercado de trabalho no Amazonas revela como os investimentos em infraestrutura se tornaram o principal motor da economia regional. Entre 2019 e março de 2026, as obras coordenadas pelo Governo do Estado nas áreas de habitação, saneamento e mobilidade urbana foram responsáveis pela geração de mais de 200 mil empregos diretos e indiretos.
O balanço é destacado pelo engenheiro civil Marcellus Campêlo, segundo vice-presidente do União Brasil Amazonas. De acordo com o especialista, que atuou como secretário na Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Sedurb) e na Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), a construção civil assume um papel estratégico no Norte, funcionando como motor de dinamização econômica em capitais e municípios que recebem obras estruturantes.
Motor da economia
A construção civil é um setor que absorve trabalhadores com diferentes níveis de qualificação, oferecendo desde a oportunidade do primeiro emprego até funções técnicas especializadas. Em regiões com maiores desafios socioeconômicos, esse fator amplia o impacto social das intervenções públicas.
A atuação do estado em áreas essenciais impacta diretamente a cadeia produtiva
- Habitação e Saneamento Construção de residenciais e redes de esgoto.
- Infraestrutura Urbana Pavimentação e recuperação de vias.
- Mobilidade Obras que facilitam o fluxo de veículos e pedestres.
- Serviços Indiretos Aquecimento do comércio de materiais e serviços de apoio.
Programas de impacto
Os projetos conduzidos pela UGPE e pela Sedurb recrutam mão de obra inclusive do entorno onde os empreendimentos são erguidos. Marcellus Campêlo cita como referência os programas Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), na capital, e de Saneamento Integrado (Prosai), que foi concluído em Maués e está em andamento em Parintins.
Outro destaque é o “Amazonas Meu Lar”, maior programa habitacional do estado. Ele possui uma vertente forte de parceria com o setor imobiliário, ampliando o acesso à moradia e criando novas vagas de trabalho simultaneamente.
Subsídio e crescimento
Um dos grandes diferenciais para o desempenho do setor é o subsídio “Entrada do Meu Lar”. Por meio dele, o governo estadual paga a entrada do financiamento de imóveis do programa federal Minha Casa Minha Vida (MCMV). O auxílio chega a R$ 35 mil para famílias da Faixa 1, acelerando as vendas e a construção de novos prédios.
Dados do Sinduscon-AM e da Ademi-AM comprovam a eficácia da medida:
- Movimentação Financeira Manaus registrou R$ 3,4 bilhões em vendas pelo MCMV em 2025.
- Crescimento do Setor O mercado teve um avanço de 24% em comparação ao ano de 2024.
- Faixas de Auxílio O subsídio varia entre R$ 20 mil e R$ 35 mil conforme a renda familiar.
Infraestrutura no interior

Além da habitação, a modernização dos municípios também gera frentes de trabalho. Programas como o “Asfalta Amazonas”, focado em pavimentação, e o “Ilumina+”, que implanta iluminação de LED em todo o interior, são fundamentais para manter o mercado de trabalho aquecido fora da capital.
Marcellus Campêlo ressalta que o caso do Amazonas ilustra como políticas públicas bem estruturadas vão além da entrega física de concreto e asfalto. Elas alcançam resultados concretos na vida da população ao garantir renda, ocupação e dignidade para milhares de trabalhadores amazonenses.
ASCOM: Náis Campos










