Justiça Mulheres indígenas ocupam ruas de Manaus para denunciar violência e exigir respeito

Mulheres indígenas ocupam ruas de Manaus para denunciar violência e exigir respeito

Foto: Divulgação

A luta por justiça social e segurança ganhou um capítulo marcante no centro da capital amazonense com a realização da “IV Marcha das Mulheres Indígenas de Manaus e Entorno” e do “IV Encontro das Mulheres Indígenas de Manaus e Entorno”. O ponto de encontro para essa articulação foi a sede da Central Única das Favelas (CUFA), que funcionou como o coração das atividades realizadas no último dia 8 de março. Ao abrir as portas para o movimento a instituição reforçou seu papel de conectar iniciativas e dar voz aos grupos que buscam transformações reais no estado.

Fortalecimento dos movimentos

A mobilização seguiu o tema “Mulheres Indígenas contra o feminicídio e as violências que o Estado não vê” e reuniu aproximadamente 700 participantes. O grupo contou com cerca de 400 indígenas e mais de 300 integrantes do Fórum Permanente das Mulheres de Manaus em um ato que uniu diferentes frentes em defesa da vida. A estrutura da CUFA Amazonas acolheu as delegações permitindo que as discussões ocorressem em um ambiente de segurança e união.

Pauta política

Durante todo o dia a programação foi intensa com mesas de diálogo institucional e debates profundos sobre o enfrentamento das violências. Um dos pontos mais relevantes foi a apresentação de uma minuta de Projeto de Lei construída para proteger as mulheres indígenas e a definição de estratégias políticas para os próximos meses. A Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (COPIME) destacou que o apoio foi vital para o sucesso do encontro.

“A cessão do espaço e o acolhimento das atividades foram fundamentais para viabilizar um momento histórico de mobilização, que reuniu centenas de mulheres indígenas e organizações parceiras em defesa da vida, contra o feminicídio e contra as diversas violências que atingem nossos povos”, afirmou a liderança da Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (COPIME).

Marcha no centro

No período da tarde o encontro ganhou as vias públicas com uma caminhada que percorreu as ruas principais do centro de Manaus. O destino final foi a Praça Dom Pedro II onde as participantes realizaram um ato político e cultural de encerramento. A caminhada chamou a atenção da população local para as pautas de preservação dos territórios e o fim da invisibilidade das agressões sofridas pelas mulheres nos contextos urbanos e rurais.

União pela vida

A parceria entre as instituições envolvidas traduz o objetivo de fortalecer quem está na linha de frente dos movimentos sociais. Para Fabiana Carioca a presença da fundação ao lado das mulheres indígenas é uma reafirmação dos valores de dignidade humana.

“Parcerias como essa traduzem o verdadeiro propósito da CUFA: fortalecer quem está na ponta, apoiar iniciativas que nascem dos próprios territórios e caminhar junto na defesa da vida, da dignidade e dos direitos. Estar ao lado das mulheres indígenas nesse momento histórico reafirma nosso compromisso com a justiça social e com o enfrentamento de todas as formas de violência”, declarou Fabiana Carioca, vice-presidente da CUFA Amazonas.

Fique por dentro

A união entre organizações sociais e movimentos indígenas é uma estratégia poderosa para ampliar o alcance das denúncias de violência de gênero no Amazonas. Eventos como este ajudam a consolidar políticas públicas que respeitem as especificidades culturais das etnias que residem na capital e em seu entorno. Ao transformar o diálogo em propostas legislativas as mulheres indígenas garantem que suas reivindicações deixem de ser apenas gritos de protesto e se tornem direitos assegurados por lei.

ASCOM: Carolina França

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