
Por Estagiário De Lara
Como cidadão e analista atento do cenário político e econômico nacional, venho acompanhando com grande preocupação o atual mandato do presidente Luiz do PT. O que vejo é um ritmo implacável na busca por mais recursos tirados da população.
Desde o início da gestão, o governo federal já editou 43 medidas para aumentar a arrecadação. Isso representa uma nova investida contra o nosso bolso a cada 27 dias. E tudo isso ocorre em meio a sucessivos recordes financeiros, já que fechamos o ano de 2025 com R$ 2,9 trilhões arrecadados, uma alta real de 3,65%.
Peso no bolso
Na minha visão, o pacote tributário da atual gestão sufoca diretamente o contribuinte e freia o nosso desenvolvimento. O histórico que apurei detalha bem o avanço agressivo dessas cobranças. Para se ter uma ideia, já presenciamos a criação ou elevação de impostos em 36 ocasiões diferentes.
- Vimos o fim de cinco propostas que caducaram junto com a Medida Provisória (MP) 1.303, que foi muito bem apelidada pelos críticos de “MP taxa tudo”.
- Acompanhamos a execução de outras duas iniciativas de natureza não tributária que completam esse cerco arrecadatório.
Falta de cortes
O que mais me indigna é que a conta nunca fecha pelo lado do governo. Como bem alerta o advogado tributarista e especialista em Governança e Compliance Luís Garcia, a quantidade de medidas para puxar dinheiro é bastante expressiva. O nosso país já lida com uma taxação elevadíssima para os padrões de nações emergentes, consumindo cerca de 34% do nosso Produto Interno Bruto (PIB), um índice pesado e que normalmente só se vê em países desenvolvidos.
“Trata-se, na prática, de uma estratégia recorrente e preocupante de recomposição fiscal pela via arrecadatória, sem que se observe, na mesma proporção, um esforço de racionalização do gasto público ou de redução estatal”, afirmou Luís Garcia, e eu concordo plenamente com ele.
Economia em freio
O resultado prático dessa política de taxação excessiva que estamos vivendo é o aumento absurdo da pressão sobre as nossas empresas e sobre nós, consumidores. Esse cenário gera uma menor competitividade e espanta qualquer estímulo ao investimento no Brasil.
No meu entendimento, tudo isso tende a desacelerar a atividade econômica e reduzir a própria arrecadação estatal a médio prazo.
Os números confirmam essa dinâmica perigosa. Em 2025, a nossa economia registrou um crescimento pífio de 2,3%, marcando o índice mais baixo desde a pandemia e confirmando a desaceleração que o setor produtivo, infelizmente, já esperava.
Alerta no Senado
A situação no plano fiscal ganha contornos ainda mais graves quando analisamos a fundo. Um relatório recente, do mês de fevereiro, divulgado pela Instituição Fiscal Independente (IFI), que é um órgão vinculado ao Senado Federal, aponta de forma clara que o Brasil precisaria gerar um superávit primário superior a 2% do (PIB) para conseguir estancar o preocupante crescimento da dívida pública e conseguir mudar o perfil do gasto estatal.
Herança do futuro
O que me deixa mais perplexo é que o planejamento da União para o ano eleitoral de 2026 não prevê o necessário ajuste fiscal e estrutural nos gastos da máquina pública.
Na prática, vejo que esse cenário representa uma verdadeira “bomba fiscal” deixada de herança para o próximo gestor que subir a rampa do Planalto em 2027, inclusive para o próprio Lula caso seja reeleito.
A própria (IFI) entende que os objetivos fiscais para este ano são extremamente modestos. A meta do governo é apenas alcançar o déficit zero contando com os mesmos recursos utilizados em 2025 para tentar fechar a conta.
Uma manobra que inclui usar o limite inferior do programa “arcabouço fiscal” e manter os gastos fora do resultado primário.
Pessimismo nas ruas
A condução da nossa economia reflete diretamente no sentimento da população nas ruas, e o pessimismo aumentou consideravelmente, algo que sinto no dia a dia.
Uma pesquisa do Datafolha divulgada na quarta-feira dia 11 de março, aponta que 46% dos entrevistados perceberam piora econômica nos últimos meses. O número representa cinco pontos percentuais acima dos 41% registrados no mês de dezembro de 2025.
Já o grupo que afirma ter percebido alguma melhora caiu de 29% para 24% durante o mesmo período.
A realidade dos fatos está aí para quem quiser ver, e o preço dessa conta, como sempre, sobra para o povo pagar.










