
Segundo o prefeito David Almeida, o presidente Luiz estará em Manaus no próximo dia 24 de março para a entrega de 576 moradias do programa “Minha Casa, Minha Vida”.
É a primeira etapa de um total de 4.700 unidades anunciadas para a capital, em parceria com o governo federal.
Os nove primeiros conjuntos serão entregues mobiliados, com geladeira, fogão, cama, colchão, ventilador e até televisão.
Manaus cercada de favelas

A agenda presidencial reforça o peso do programa “Minha Casa, Minha Vida” num momento de agitação política no Estado.
Entrega de casas populares sempre rende imagem forte, sobretudo com presença do presidente da República e em ano pré-eleitoral estendido. Mas os números recentes mostram que o desafio é estrutural.
Estudo do MapBiomas aponta que Manaus foi a capital brasileira onde as favelas mais cresceram proporcionalmente nos últimos 40 anos.
A área ocupada da capital aumentou 2,6 vezes entre 1985 e 2024. Hoje, a Região Metropolitana está entre as três com maior extensão de áreas urbanizadas em favelas no país.
Rozenha troca PMB pelo PSD

O deputado estadual Ednailson Rozenha anunciou na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) sua saída do Partido da Mulher Brasileira (PMB) “pela porta da frente” para assinar ficha no Partido Social Democrático (PSD).
O movimento coloca oficialmente o parlamentar na base do senador Omar Aziz, pré-candidato ao Governo do Amazonas.
No discurso, Rozenha fez questão de frisar que a mudança não representa rompimento pessoal, mas reposicionamento estratégico.
Palanque de Omar robusto
Ao migrar para o PSD — partido comandado por Omar no Estado — Rozenha amplia o leque de apoio ao projeto majoritário para 2026 e reforça a montagem de uma chapa proporcional mais robusta.
Trocando em miúdos, a mudança soma tempo de televisão, estrutura partidária e densidade eleitoral ao palanque de Omar.
Em ano de articulações intensas, cada filiação é mais que assinatura em ficha — é peça movimentada no tabuleiro estadual.
Silves faz a lição. E o resto da turma?

No baixo Amazonas, Silves saiu na frente e sancionou sua Lei Climática, tornando-se o primeiro município do interior do Estado Amazonas a instituir política permanente de enfrentamento às mudanças do clima com metas de redução de emissões, adaptação a eventos extremos, neutralização de carbono e, detalhe importante, previsão orçamentária.
A iniciativa segue recomendações do Ministério Público de Contas do Amazonas (MPC-AM).
Enquanto isso, os demais 61 municípios, inclusive a capital Manaus, parecem confiar no velho método de torcer para São Pedro equilibrar o clima por decreto.
Lei climática? Para muitos, isso ainda é assunto para seminário, não para orçamento.
Silves mostrou que dá para sair do discurso e entrar na política pública. O resto pode copiar, não é plágio, é sobrevivência.
Saullo traça novo rumo

O deputado federal Saullo Vianna aproveitou a janela partidária para trocar o União Brasil pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB), comandado no Amazonas pelo senador Eduardo Braga.
Ele deixou a órbita da Prefeitura de Manaus e migrou para o MDB que, cada vez mais, afina o discurso no arco de apoio à pré-candidatura de Omar Aziz ao governo.
Saullo fala em estratégia, nominata competitiva e engenharia eleitoral para 2026. Nos bastidores, a leitura é simples: se a política é movimento, o deputado escolheu a correnteza que acredita ser mais caudalosa.
Quanto à amizade com David Almeida, Saullo garante que permanece, “tudo beleza”. Em ano pré-eleitoral, todo mundo se respeita mas só até a urna falar.
Conta que não fecha sozinha
No Amazonas, o quociente eleitoral projetado entre 270 mil e 280 mil votos para deputado federal impõe disciplina de planilha.
O MDB tenta evitar erros do passado: não basta ter um puxador. É a soma da nominata que garante cadeiras. A meta de “eleger dois e brigar pelo terceiro” exige desempenho coletivo consistente e pouca margem para improviso.
Sobras não são milagre
Na fase das “sobras”, partidos com votação equilibrada levam vantagem e legendas dependentes de um único campeão de votos podem ficar a ver navios.
Sob liderança de Eduardo Braga, o MDB aposta em chapa enxuta e competitiva. Estratégia legítima, mas, com quociente em alta e fragmentação partidária, a diferença entre ambição e cadeira pode caber em poucos milhares de votos.
Sinésio no comando da federação

O deputado Sinésio Campos assume a presidência estadual da federação Brasil da Esperança (PT-PV-PCdoB) e confirma apoio à pré-candidatura de Omar Aziz ao Governo do Amazonas.
Com o PT no comando também no plano nacional, Sinésio diz que a prioridade é fortalecer as chapas proporcionais e alinhar decisões majoritárias com a direção nacional e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Articulação de pontes
Ao citar Eduardo Braga como peça relevante no cenário local e nacional, Sinésio sinaliza que a engenharia política para 2026 passa por convergências programáticas, da defesa da Zona Franca de Manaus (ZFM) ao palanque presidencial.
Conforme Sinésio, a federação quer ampliar representação e chegar competitiva às urnas. No tabuleiro amazonense, alianças começam muito antes da campanha.










