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Fenômeno da cultura sul-coreana impulsiona a economia brasileira e transforma hábitos de consumo

Foto: Divulgação

Uma pesquisa inédita realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box e com apoio de divulgação do Centro Cultural Coreano no Brasil revela a dimensão da influência asiática no país.

Segundo o estudo, 76% dos brasileiros demonstram alto interesse ou curiosidade pelo universo da Coreia do Sul. O movimento ultrapassa o entretenimento e a chamada Hallyu, termo que define a onda cultural sul-coreana, passou a moldar ativamente o comércio nacional.

Os números mostram que 29% dos entrevistados compram produtos relacionados ao tema pelo menos uma vez por mês e outros 21% adquirem esse tipo de item a cada dois ou três meses.

Compras por impulso

A paixão pela cultura pop e pelas tradições do país asiático tem gerado impactos financeiros visíveis nos orçamentos familiares. Quase metade dos entrevistados, um total de 49%, admite que já gastou mais dinheiro do que havia planejado com produtos, eventos ou experiências ligadas à Coreia do Sul.

A pesquisa mapeou os principais hábitos de consumo menos controlados entre os fãs.

  • Uso do cartão: 16% dos consumidores afirmam ter utilizado o limite do cartão de crédito para bancar essas compras.
  • Consumo impulsivo: 16% assumem que compraram itens sem nenhum planejamento prévio.
  • Renda extra: 11% chegaram a buscar fontes adicionais de trabalho para conseguir adquirir os produtos desejados.

Em contrapartida, 24% dos ouvidos garantem que mantêm todas as despesas totalmente planejadas. Em relação aos valores investidos, 47% dos brasileiros interessados pelo tema gastam até R$ 250 por mês, enquanto 18% ultrapassam o montante de R$ 500 mensais.

Impacto direto no estilo de vida

A especialista em educação financeira da Serasa, Aline Vieira, analisou os resultados do levantamento e o comportamento do público.

“Os dados mostram como a cultura coreana deixou de ser apenas uma forma de entretenimento para se tornar parte do estilo de vida de muitos brasileiros, ganhando um papel relevante dentro da nossa economia”, comenta Aline Vieira.

A especialista ressalta a coexistência de dois perfis de consumidores dentro desse mesmo mercado.

“Ao mesmo tempo, observamos que, embora parte dos consumidores admita fazer escolhas por impulso, outra parcela se mantém consciente sobre manter os gastos dentro do orçamento”, acrescenta Aline Vieira.

Mudanças de comportamento

O interesse pela Coreia do Sul atinge áreas que vão muito além dos hábitos de compra e impulsiona o desenvolvimento de novos conhecimentos e estilos. De acordo com o levantamento da Serasa, 47% dos entrevistados passaram a pesquisar mais sobre a história do país e a experimentar alimentos típicos. Além disso, 44% afirmam que consomem uma quantidade maior de produtos sul-coreanos.

O universo cultural gerou novas buscar intelectuais e comerciais.

  • Idioma: 41% dos participantes se dedicaram a estudar a língua coreana.
  • Marcas: 36% passaram a conhecer e acompanhar marcas vindas da Coreia do Sul.

Planejamento para realizar sonhos

A fascinação pelo país também estimula os brasileiros a traçarem metas de longo prazo e modificarem suas rotinas diárias. Um quarto dos entrevistados, somando 25%, afirma que começou a economizar dinheiro com o objetivo de realizar sonhos ligados ao tema, como morar no país asiático ou assistir a um show de K-pop.

Além do planejamento financeiro, o ecossistema cultural transformou o dia a dia.

  • Estética: 29% mudaram os seus hábitos de beleza.
  • Vestuário: 19% adotaram um novo estilo de se vestir.
  • Viagens: 16% desenvolveram o desejo de viajar para a Coreia do Sul.

Vínculo permanente e acessibilidade

A diretora do Centro Cultural Coreano no Brasil, Jeonghee Jeong, destacou como o interesse se estabeleceu de forma contínua entre a população.

“Esses números confirmam algo que sentimos diariamente no Centro Cultural Coreano: o interesse do brasileiro pela Coreia deixou de ser passageiro e virou parte da rotina”, afirma a diretora Jeonghee Jeong.

A gestora explica como o contato inicial evolui para uma integração mais profunda com a cultura.

“O que começa com uma música ou uma série se transforma em vontade de aprender o idioma, cozinhar, viajar e entender o país por dentro. Nosso papel é justamente acolher essa curiosidade e oferecer caminhos gratuitos e acessíveis para aprofundá-la”, pontua Jeonghee Jeong.

Metodologia da pesquisa

A pesquisa sobre o consumo da cultura coreana no Brasil foi conduzida pelo Instituto Opinion Box no período entre 08 e 20 de julho de 2026. O levantamento contou com 1.453 entrevistas realizadas de forma online com participantes em todo o território nacional. A margem de erro estatística do estudo é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.

Sobre a Serasa

Com o propósito de revolucionar o acesso ao crédito no Brasil, a Serasa oferece um ecossistema completo voltado para a melhoria da saúde financeira da população por meio de produtos e serviços digitais. Mais informações em www.serasa.com.br e nas redes sociais @Serasa.

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