
O caminho para a liberdade de uma mulher muitas vezes começa pela independência do próprio bolso. No Amazonas, essa transformação ganha rosto e história por meio das iniciativas da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (SEJUSC). Através da Secretaria Executiva de Políticas para Mulheres (SEPM/SEJUSC), o governo estadual tem intensificado a oferta de cursos que vão muito além do aprendizado técnico, funcionando como verdadeiras ferramentas de resgate da dignidade e da autoestima.
Um dos exemplos mais emblemáticos desse impacto é a trajetória de Maris Brito. Após participar da capacitação em cosméticos artesanais, realizada em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), ela não apenas aprendeu uma nova profissão, mas fundou a marca “Cheiro Ancestral da Floresta Amazônica”. O empreendimento nasceu com o propósito de conectar o autocuidado feminino à riqueza natural da nossa região.

“Foi um curso que mudou minha vida. Me tornou empreendedora, me deu autonomia financeira e me reconectou com o meu autocuidado”, afirma Maris Brito.
Para ela, o negócio é uma forma de inspirar outras mulheres a reconhecerem sua força e buscarem novas oportunidades.
Crescimento expressivo nas capacitações
Os dados de 2025 revelam um avanço sólido nas políticas públicas voltadas ao público feminino. A secretaria registrou um aumento de 33,9% no número de mulheres capacitadas, saltando de 280 para 375 atendidas em um curto período. Esse crescimento é fruto de uma grade diversificada de formações oferecidas pela Coordenação de Promoção da Igualdade no Mundo do Trabalho e Autonomia Econômica (CPIMT).
As áreas de atuação abrangem diversos nichos do mercado local:
- Maquiagem profissional e cutilagem.
- Padaria artesanal e produção de alimentos.
- Cosméticos artesanais com insumos regionais.
- Tranças, penteados e estética capilar.
- Inclusão digital e gestão básica de negócios.
Rede de proteção e mercado de trabalho

A estratégia vai além da sala de aula. Segundo a coordenadora do CPIMT, Thaís Mendes, o foco principal é atender mulheres em diferentes contextos de vulnerabilidade, incluindo aquelas em situação de violência, egressas do sistema prisional ou em privação de liberdade. A meta é garantir que essas profissionais não fiquem apenas com o certificado na mão, mas tenham pontes reais com o mercado.
Para sustentar esse objetivo, a coordenação mantém um banco de currículos ativo. Esses perfis são direcionados para empresas parceiras, facilitando a inserção formal ou o suporte para quem decide abrir o próprio microempreendimento. Além da técnica, o suporte abrange a escolarização, permitindo que muitas mulheres concluam o ensino fundamental e médio.
Como buscar apoio e qualificação
A mensagem deixada por quem já passou pelo processo é de encorajamento.
“Eu deixo uma mensagem para as mulheres para procurarem apoio da SEJUSC, assim como eu procurei, para me inspirar, reconectar, entrar no mercado de trabalho e ganhar a minha segurança, tanto emocional como financeira”, pontua Maris Brito.
Para as interessadas em conhecer o calendário de cursos e a rede de proteção, a SEPM funciona na rua Bento Maciel, nº 2, no Conjunto Celetramazon, bairro Adrianópolis. O contato também pode ser feito pelos telefones (92) 98484-2207 ou (92) 98484-2172, além do portal oficial da secretaria.










