Educação Educação de Manaus aposta em acessibilidade para transformar bibliotecas escolares

Educação de Manaus aposta em acessibilidade para transformar bibliotecas escolares

Sala da biblioteca municipal com participantes - Foto: Renan Melgueiro/ Semed 

Garantir o direito à aprendizagem através de um atendimento humanizado e técnico é o objetivo central da oficina “Inclusão na Biblioteca Escolar”. A iniciativa, realizada nesta terça-feira, 10 de março de 2026, reuniu bibliotecários e assessores das Divisões Distritais Zonais (DDZs) na Biblioteca Municipal João Bosco Evangelista Pantoja, no Centro de Manaus.

Promovida pela Prefeitura de Manaus, via Secretaria Municipal de Educação (Semed), a formação foca em ferramentas essenciais como a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e o sistema Braille.

O treinamento é uma adaptação estratégica do projeto “Acessibilidade sobre as águas”, que busca levar a educação inclusiva para todos os cantos da rede municipal. Ministrada pelo professor Albert de Souza Nunes, especialista em educação inclusiva, a oficina capacitou 19 profissionais para que as bibliotecas deixem de ser apenas depósitos de livros e se tornem espaços reais de acolhimento para estudantes com deficiência.

Metodologia e prática

A formação foi estruturada para oferecer uma visão clara sobre como aplicar a equidade no dia a dia escolar. Os profissionais exploraram quatro blocos temáticos fundamentais

  • Apresentação do projeto “Acessibilidade sobre as Águas”
  • Conceitos de inclusão e a diferença entre igualdade e equidade
  • Transformação da biblioteca em espaço de acolhimento para a diversidade
  • Práticas de atendimento e considerações finais

Mário Jorge Cruz Lima, gerente de Atividades Complementares e Programas Especiais (Gacpe), explicou que a ideia é potencializar o uso dos materiais acessíveis que as unidades já possuem. O foco é garantir que o conhecimento técnico sobre Libras e Braille resulte em um atendimento mais eficiente e inclusivo para os alunos da rede.

Recursos de baixo custo

Um dos grandes diferenciais da oficina apresentada pelo professor Albert Nunes foi a produção de materiais pedagógicos acessíveis com itens recicláveis. A proposta prova que a inclusão pode ser feita de forma criativa e econômica, utilizando materiais simples para desenvolver a percepção tátil de crianças e jovens com deficiência visual.

“Nosso projeto trabalha a acessibilidade com materiais simples, como tampinhas de garrafa, que ajudam a construir letras e formas geométricas em Braille”, destacou o professor Albert.

Com esse método, o aluno consegue reconhecer o alfabeto e as vogais pelo toque, participando ativamente das atividades pedagógicas. Para a bibliotecária Leila Soares, essa formação é indispensável, já que a realidade das escolas exige novas estratégias de acolhimento para lidar com a crescente diversidade de necessidades educacionais.

Fique por dentro

A inclusão escolar vai muito além da matrícula, ela exige a adaptação de espaços e a qualificação contínua dos servidores. No Amazonas, onde os desafios logísticos e sociais são latentes, transformar as bibliotecas municipais em centros de acessibilidade é um passo decisivo para a democratização do saber. Ao utilizar recursos táteis e visuais, a Semed busca reduzir as barreiras de comunicação, permitindo que estudantes cegos ou surdos tenham as mesmas oportunidades de desenvolvimento que os demais, fortalecendo a autonomia e a cidadania desde as primeiras etapas da vida escolar.

ASCOM: Alexandre Abreu/ Semed 

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