
O Dia mundial do queijo, celebrado nesta terça-feira (20/1), destaca um dos alimentos mais antigos e versáteis da humanidade. Com grande relevância cultural e econômica, o produto é protagonista em panificadoras, docerias, padarias e lanchonetes. No meio rural, ele representa uma das principais fontes de renda para diversas famílias, conforme ressalta o Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Estado do Amazonas (SINDPAM).
Presente em todas as refeições do brasileiro, o queijo conquistou um patamar de excelência nos últimos anos. A produção nacional tem ganhado reconhecimento em premiações internacionais, posicionando o Brasil como um produtor de queijos de alta qualidade e com identidade própria.
A força da produção artesanal no Amazonas e no Brasil
A fabricação de queijos artesanais reflete a diversidade das regiões brasileiras. No Amazonas, essa atividade é marcada por métodos tradicionais e pela identidade territorial, fatores que agregam valor ao produto final e fortalecem a agroindústria familiar. Especialmente na região sul do estado, em municípios como Autazes e nas proximidades do Rio Madeira, o queijo coalho se destaca como uma tradição consolidada.
Um diferencial importante no Amazonas são as queijarias de estilo flutuante, que representam um nicho estratégico na agricultura familiar. A presidente do SINDPAM, Zeina Russo, enfatiza que o alimento é um pilar da nossa mesa e da nossa história.
“A data é uma ótima oportunidade para valorizar a produção artesanal, conhecer novos sabores e entender a importância desse alimento que vai muito além do paladar”, afirma a gestora, incentivando o público a valorizar os produtos locais.
Importância econômica e social para o estado
O setor queijeiro movimenta uma cadeia produtiva vasta que envolve desde o pequeno produtor rural até o balcão da padaria no centro da cidade.
- O queijo artesanal representa cerca de 90% da produção queijeira no estado do Amazonas.
- O alimento é base para itens essenciais da mesa amazonense, como a tapioca, o x-caboquinho e a crepioca.
- A produção estadual foca na diversidade de técnicas que garantem a preservação do saber tradicional.
- No Amazonas, as queijarias flutuantes são exemplos únicos de adaptação ao ambiente e à agricultura familiar.
Uma história que atravessa milênios
A origem do queijo é milenar e ocorreu de forma quase acidental. Antes da refrigeração, povos nômades armazenavam leite em recipientes feitos de estômagos de animais. O calor aliado às enzimas naturais desses recipientes transformou o leite em uma massa sólida. Civilizações como a egípcia, grega e romana aprimoraram as técnicas, adaptando o preparo ao clima e ao tipo de leite disponível.
No Brasil, o queijo ganhou identidade própria no período colonial. No Amazonas, a adaptação às condições locais criou um produto único, com sabor marcante e técnicas de conservação adaptadas ao ambiente fluvial das nossas calhas de rios.
Conheça os principais tipos de queijos e suas características
A versatilidade do queijo permite uma infinidade de sabores e texturas, dependendo da origem do leite e do tempo de maturação.
- Queijo de vaca: É o mais consumido e versátil, variando do sabor suave ao intenso. Exemplos clássicos incluem a muçarela, o provolone e os artesanais brasileiros.
- Queijo de cabra: Destaca-se pelo aroma característico e sabor levemente ácido, harmonizando perfeitamente com mel e geleias.
- Queijo de búfala: Conhecido pela alta cremosidade e riqueza de proteínas, sendo valorizado pela textura aveludada e excelente derretimento.
Valorizar a produção local, especialmente a artesanal do Amazonas feita em regiões como Autazes, é garantir a continuidade de uma história que começou há milhares de anos e continua a evoluir em nossas mesas em qualquer horário do dia ou da noite.
ASCOM: Hugo Araújo | F5 Comunicação e Eventos Corporativos










