
A movimentação política para 2026 já começa a ditar o tom dos discursos nacionais e locais. De olho no Palácio do Planalto, o pré-candidato à Presidência Aldo Rebelo (Democracia Cristã) voltou a mirar sua artilharia contra as organizações não governamentais (ONGs).
Em entrevista à revista Veja, Rebelo afirmou que parte dessas entidades — com a ajuda de alguns órgãos públicos — acaba criando obstáculos que travam obras estratégicas de infraestrutura no país, especialmente na Amazônia.
Segundo ele, projetos como hidrovias e corredores logísticos frequentemente ficam pelo caminho, soterrados por pressões ambientais ou decisões administrativas que, em sua avaliação, deixam de considerar os impactos econômicos e sociais dessas iniciativas.
Economia e segurança jurídica

Na mesma entrevista, Aldo Rebelo afirmou que pretende apresentar na campanha uma agenda voltada à retomada do crescimento econômico, com redução da carga tributária e estímulo ao investimento privado.
Para o pré-candidato, o Brasil precisa “desinterditar” sua economia, removendo barreiras institucionais que, segundo ele, alimentam a insegurança jurídica e espantam investidores.
A receita inclui também restabelecer previsibilidade nas decisões do Estado, algo que, sem dúvida, anda em falta em boa parte do ambiente econômico brasileiro.
Omar olha adversários no retrovisor

A primeira pesquisa do ano sobre a sucessão no Governo do Amazonas confirmou aquilo que muitos analistas já suspeitavam: o senador Omar Aziz (PSD) largou na frente.
Levantamento do instituto Direto ao Ponto mostra Omar liderando com folga os cenários testados, com cerca de um terço das intenções de voto.
Curiosamente, quando o número de adversários diminui, a vantagem dele aumenta. Em política, isso costuma significar uma coisa simples: alto nível de conhecimento do eleitorado — e uma largada confortável na corrida.
David é o mais rejeitado

Se Omar Aziz corre tranquilo na frente, a disputa pelo segundo lugar ganhou emoção no jogo pré-eleitoral do Amazonas.
O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), aparece tecnicamente empatado com a empresária bolsonarista Maria do Carmo Seffair (PL).
O detalhe é a trajetória recente dos dois. Enquanto Maria do Carmo cresce nas pesquisas, David registra queda nas intenções de voto e ainda lidera um ranking pouco desejado em qualquer campanha: o da rejeição.
Em política, como se sabe, esse costuma ser o indicador que mais tira o sono dos estrategistas.
Lula x Flávio: guerra de palanques

A eleição presidencial de 2026 começa, como de costume, longe das urnas e bem perto dos palanques estaduais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) intensificaram as negociações com governadores para montar bases regionais robustas.
O mapa político ainda aparece dividido: Lula mantém vantagem no Nordeste, enquanto a direita tenta consolidar terreno nas demais regiões.
Como se vê, a campanha nacional começa, na prática, dentro dos estados.
Maria do Carmo pode ganhar força no Amazonas

No Amazonas, o avanço político de Flávio Bolsonaro pode produzir reflexos diretos na disputa estadual.
Caso a direita consiga fortalecer seu palanque por aqui, quem tende a se beneficiar é a pré-candidata ao governo Maria do Carmo, que busca se consolidar como principal nome do campo conservador na corrida de 2026.
Em eleições, como ensina a velha regra da política, palanque nacional forte costuma ajudar — e muito — quem está na disputa local.
Energia para a era da IA
O Brasil vive um verdadeiro boom na construção de data centers, impulsionado pela expansão da inteligência artificial (IA) e pelo interesse de gigantes globais de tecnologia.
A capacidade instalada pode triplicar até 2030, atraindo investimentos bilionários de empresas americanas e chinesas.
O problema é que esses centros de dados não funcionam apenas com algoritmos e cabos de fibra óptica. Eles consomem volumes gigantescos de energia e água.
Junto com a corrida pela inteligência artificial, surge também um debate nada trivial sobre infraestrutura energética, recursos hídricos e planejamento ambiental no país.










