
O Corinthians reafirmou sua força no cenário continental ao vencer o Peñarol (URU) por 2 a 0 na noite desta quinta-feira (30/4). Jogando diante de sua torcida na Neo Química Arena, o time comandado por Fernando Diniz demonstrou um futebol que une estética e eficiência, mantendo 100% de aproveitamento na Libertadores.
Com nove pontos conquistados em três rodadas, o clube paulista lidera o Grupo E de forma isolada, ostentando uma marca impressionante de seis gols marcados e nenhum sofrido até o momento.
Enquanto o alvinegro caminha a passos largos para a próxima fase, os uruguaios mergulham em uma crise técnica profunda. Com apenas um ponto somado, o tradicional time de Montevidéu ocupa a lanterna da chave e parece não ter respostas para o volume de jogo imposto pelas equipes brasileiras nesta temporada.
Domínio tático e precisão
O primeiro tempo do Corinthians beirou a perfeição tática. A equipe controlou o ritmo desde o apito inicial, sufocando a saída de bola do adversário e ocupando os espaços com inteligência. O placar foi inaugurado logo aos 11 minutos quando o zagueiro Gustavo Henrique aproveitou uma assistência precisa de Rodrigo Garro em cobrança de falta.
A superioridade técnica resultou no segundo gol aos 24 minutos. Em uma jogada que evidenciou o entrosamento do setor ofensivo, Yuri Alberto serviu Jesse Lingard, que finalizou com categoria para ampliar.
O domínio foi tão evidente que o placar poderia ter sido mais elástico antes mesmo do intervalo. Um gol do volante André chegou a ser anotado, mas o Árbitro de Vídeo (VAR) entrou em ação para anular o lance devido a um toque de mão de Lingard na origem da jogada.
Recorde histórico e solidez defensiva
O grande destaque individual da partida foi o zagueiro Gustavo Henrique. Além de ser o pilar de uma defesa que ainda não foi vazada na competição, o camisa 13 atingiu uma marca histórica. Com o gol marcado nesta noite, ele chegou a nove bolas na rede nesta década, tornando-se o defensor com mais gols pelo clube no período e superando a marca anterior de Cacá.
A performance defensiva do Corinthians é um dos pontos que mais chamam a atenção sob o comando de Diniz. O treinador conseguiu equilibrar a sua característica posse de bola com uma proteção de área eficiente, algo que muitas vezes foi o seu calcanhar de Aquiles em trabalhos anteriores.
Redenção e gestão de elenco
A partida também serviu para consolidar a recuperação emocional de peças importantes. Yuri Alberto, embora não tenha marcado, saiu de campo aplaudido por sua entrega e pela assistência para o gol de Lingard. Para o centroavante, o passe decisivo funciona como um combustível para retomar a confiança após chances perdidas em jogos passados.
Na etapa final, a vantagem confortável permitiu que a comissão técnica rodasse o grupo e testasse novas opções para a sequência da temporada. Entraram em campo:
- Kaio César para dar velocidade pelas pontas;
- Pedro Raul como opção de referência na área;
- Labyad na busca por maior controle de meio campo.
Controvérsias e o papel da tecnologia
A arbitragem de Cristian Garay (CHI) não passou imune a críticas. No segundo tempo, um lance envolvendo o meio campista Trindade gerou revolta entre os jogadores corinthianos. O atleta do Peñarol interrompeu uma jogada de ataque promissora de Kaio César, mas recebeu apenas o cartão amarelo.
Apesar da sinalização de Breno Bidon e outros atletas de que se tratava de uma chance clara de gol, o que exigiria a expulsão, o cartão vermelho não foi aplicado. O responsável pela tecnologia do VAR, Rodrigo Carvajal (CHI), optou por não recomendar a revisão no monitor, mantendo a decisão de campo e deixando uma ponta de indignação na Neo Química Arena, mesmo com a vitória garantida.
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